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Servidor federal é preso por traficar em bairros nobres

| 16/10/2020 06:56 h

Delegados  da Polícia Civil fizeram um balanço da operação que resultou na prisão de 49 traficantes no Estado.
Delegados da Polícia Civil fizeram um balanço da operação que resultou na prisão de 49 traficantes no Estado. |  Foto: Fábio Nunes/AT
A Operação Chicago, que aconteceu em todo o Estado, colocou 49 traficantes atrás das grades, além de recolher drogas, armas, munições e veículos. Dentre os detidos, está um servidor público federal, 31 anos, que fazia distribuição de drogas sintéticas em bairros nobres de Vitória.

No total, foram 360 horas de trabalho dos policiais de todas as Delegacias Especializadas de Narcóticos (Denarcs) do Estado, desde o final de setembro. O objetivo da operação era desarticular as organizações criminosas do tráfico, desestabilizando o seu setor financeiro.

O servidor público trabalhava na área administrativa de um órgão federal, que a Polícia Civil preferiu não divulgar. “As investigações apontaram que há três meses um grupo vinha repassando grande quantidade de drogas pela área nobre de Vitória”, explicou o delegado Alexandre Falcão, que também não informou os bairros.

A quadrilha traficava principalmente drogas sintéticas, que são mais caras, como o ecstasy e LSD. Eles vendiam os produtos pelo WhatsApp, divulgando a tabela de preços, e distribuíam em festas e para consumidores que procuravam o grupo, através de indicação.

No apartamento do traficante, em Vitória, a polícia encontrou muitas drogas. “Maconha, haxixe, crack, cocaína e uma grande quantidade de LSD e ecstasy”, afirmou Falcão. Além do servidor, a polícia também foi atrás de um parceiro dele, mas o suspeito não estava em casa. No local, também foram apreendidas drogas.

Já em Vila Velha, mais de mil comprimidos de ecstasy foram apreendidos na casa de um traficante que fornecia a droga para a região. Ele importava o produto da Europa, que chegava em São Paulo e depois era trazido para o Estado.

Dois traficantes com ligação ao Complexo da Penha, em Vitória, também foram presos no interior. Um deles já estava atuando em Venda Nova do Imigrante e outro em Cachoeiro de Itapemirim. Ele estava tentando estabelecer o tráfico em uma zona rural.

“Nas 49 prisões, tivemos desde aquele rapaz com pouca instrução, que viu no tráfico uma forma de manter o sustento, até aquela pessoa que tem conhecimento e faz uma opção pelo crime”, resumiu o delegado-geral José Darcy Arruda.

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