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Redes sociais são usadas como iscas para golpes, diz delegado

Cerca de 15 pessoas na Grande Vitória procuram a polícia por mês para denunciar a ação de golpistas

Eliane Proscholdt e Francine Spinassé | 17/02/2022 12:53 h

O titular da DEFA, delegado Douglas Vieira
O titular da DEFA, delegado Douglas Vieira |  Foto: Fábio Nunes/AT
 

Seduzidas, muitas vezes pelas facilidades oferecidas, cerca de 15 pessoas na Grande Vitória procuram a polícia por mês para denunciar a ação de vigaristas, sobretudo com promessas de construir ou reformar casas e estabelecimentos comerciais.  

Existe um detalhe por trás dessa ação: as redes sociais estão sendo usadas como iscas para atrair vítimas. Em muitos casos, são postadas propagandas enganosas para chamar a atenção, com direito a fotos de supostos serviços prestados a outros clientes, até mesmo com elogios nos comentários.

O alerta foi feito nesta terça (15) pelo titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa), delegado Douglas Vieira. “Lamentavelmente temos um alto número de casos. Os golpistas geralmente anunciam em redes sociais, em sites de prestação de serviço”, disse. 

Das denúncias registradas, ele destaca que em 50% são configuradas a ação de golpistas. As desculpas são das mais variadas, entre as quais de que o prestador do serviço passou por uma crise financeira, o fornecedor atrasou para entregar produtos. “Essas desculpas são para ganhar tempo e fazer outras vítimas”.

O diretor-presidente do Procon-ES, Rogério Athayde, explica que, quando ocorre a quebra de contrato referente  ao prazo de entrega ou outra cláusula estabelecida, o consumidor tem o direito de receber o valor da multa estipulada previamente no contrato assinado e ser indenizado de todos os danos morais e materiais que sofrer, judicialmente.

“Em caso de atrasos muito abusivos na entrega da obra, o consumidor deverá procurar os órgãos de defesa do consumidor e não assinar aditivos contratuais, como novas cláusulas que estipulam novos prazos, pois, quase sempre, desfavorecem o contratante”.

Ele acrescentou ainda que, quando o consumidor enfrentar algum problema com a prestação de serviço, deverá primeiramente tentar um acordo com o fornecedor. 

“É importante registrar a insatisfação por escrito e guardar uma via assinada. Se o problema não for solucionado, o consumidor poderá registrar uma reclamação no Procon do seu município ou no Procon Estadual e, ainda, no Juizado Especial Cível”.

Ao contar um caso ocorrido há 15 dias, o  especialista em Direito Imobiliário, Diovano Rosetti, pediu que as pessoas fiquem atentas.  

“Um morador da Mata da Praia (Vitória) quer reformar a casa e, após ver um anúncio de uma suposta empresa no Instagram, pediu que a equipe fizesse um orçamento, que não foi pago ainda. Lá, foram feitas fotos e filmagens. Só que depois disso, desapareceram. Agora ele está apreensivo, pois não sabe quem esteve em sua casa”.

Pesquise referências sobre a empresa

15 vítimas Na Grande Vitória, por mês, procuram a polícia para denunciar esses casos. 

50% das denúncias, após apuração, confirmam a ação de golpistas.

Onde denunciar

Polícia

- Denúncias podem ser feitas na delegacia mais próxima da residência da vítima, na Delegacia Online no endereço www.delegaciaonline.sesp.es.gov.br ou na Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa), na avenida Marechal Campos, 1.236, Bonfim, Vitória,  de segunda a sexta-feira, das 8 às 18 horas.

Procon

- As reclamações podem ser registradas pelo e-mail [email protected] ou pessoalmente na sede do Procon-ES, na avenida Jerônimo Monteiro, 935, centro de Vitória ou na Unidade Faça Fácil, em Cariacica. As dúvidas podem ser solucionadas pelo WhatsApp (27) 3323-6237.

Provas

- Se a pessoa se  sentiu lesada, deve juntar provas, pois isso é importante durante a apuração das denúncias. 

- Podem ser contratos, comprovante de pagamentos, prints de conversas pelo WhatsApp, nas redes sociais, entre outras provas que tiver. 

Dicas para evitar ser enganado

Pesquise

- Busque por empresas que prestam serviços na área de construção e contam, inclusive, com engenheiros ou arquitetos coordenando os seus projetos, orientou Rogério Athayde, diretor-presidente do Procon-ES.

- Investigue a idoneidade da empresa, agende uma visita no local, para fugir de golpes.

- Pesquise referências sobre a empresa que deseja contratar.

- Avalie o portfólio dessa empresa, ou seja, em quais obras ela  já trabalhou.

Redes sociais

- Observe se a empresa ou prestador de serviço tem muitos seguidores, embora isso não seja garantia de segurança.

- Leia os comentários, observe se tem alguém reclamando do serviço oferecido. 

Atenção aos preços

Desconfie de preços muito abaixo do mercado.

Pagamento antecipado 

- Evite pagar toda a obra de uma única vez no ato da contratação.

- O titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (Defa), delegado Douglas Vieira, considera 50% um percentual alto para dar de entrada. 

Advogados consultados, a exemplo do  especialista em Direito Imobiliário Diovano Rosetti,  sugerem  que o cliente pague uma entrada de até 30% do serviço, e o restante seja  pago somente na conclusão do trabalho.

Contrato

- Exija um contrato. Leia todas as cláusulas e só assine se concordar com o que está escrito.

Processos

- Verifique se a pessoa que está oferecendo o serviço não responde a processos de vítimas de golpes. Uma consulta pode ser feita  no site  do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES), no endereço www.tjes.jus.br. Digite o nome em consulta por processos.

Fonte: Polícia Civil, Procon Estadual e juristas entrevistados.

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