Preso suspeito de aplicar golpe milionário na venda de produtos em Vitória
Investigado por movimentar R$ 115 milhões prometia para amigos lucros com venda de aparelhos eletrônicos
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O portuário investigado por aplicar golpes de falsos investimentos na compra de aparelhos eletrônicos foi preso nesta quinta-feira (12), no bairro Jardim da Penha, em Vitória. Segundo as investigações, o suspeito teria movimentado mais de R$ 115 milhões em suas contas, após convencer amigos próximo a investir no negócio, com promessas de grandes lucros.
Tarlan Moura Lira, de 40 anos, estava foragido desde janeiro deste ano, quando o mandado de prisão preventiva foi expedido na quinta-feira pela 10ª Vara Criminal de Vitória. Nesta quinta (12), ele se apresentou ao Fórum Criminal de Jardim da Penha e foi detido.
Revelada com exclusividade pelo jornal A Tribuna, em novembro de 2025, a rede de golpes aplicados pelo portuário mostrou que as vítimas eram amigos de longa data do trabalho e dos bairros onde ele morou, em Jardim Camburi, Vitória, e Praia da Costa, Vila Velha.
Segundo as investigações, análises das movimentações financeiras do investigado apontam que o suspeito movimentou entre agosto de 2022 e setembro de 2025 mais de R$ 115 milhões – o que seria incompatível com a renda e valores declarados.
De acordo com informações da TV Tribuna/Band, Tarlan teria se apresentado à justiça após receber ameaças de morte. Boletins de ocorrência confeccionados momentos antes de sua prisão, revelam que ele relatou à polícia estar sendo ameaçado.
O golpe
A investigação revelou que o golpista prometia negócios semelhantes a todos: ele dizia que estava atuando com a venda de aparelhos como iPhones e MacBooks para lojistas de toda a Grande Vitória. Como as compras tinham altos valores e um lucro “certo”, oferecia participação a amigos para ter “capital de giro”, enquanto supostamente aguardava receber de outros lojistas.
Usando a confiança dos amigos, o suspeito recebia depósitos e prometia lucros e retornos de alto valor pelo negócio, entre 5% e 10%. Inicialmente, ele retornava parte de valores, mas depois de alguns meses passava a dar desculpas e não repassava o lucros aos "sócios".
Ostentação
O suspeito enviava fotos com dinheiro e aparelhos de alto valor agregado, em aeroportos e em shoppings para as vítimas.
Além disso, o portuário aparentava usufruir de uma vida de luxo e a chegava a mostrar movimentações bancárias para os amigos, com supostos lucros de até R$ 1 milhão em apenas 30 dias.
Atrasos
Entre agosto e setembro de 2025, as vítimas relataram atrasos e uma série de desculpas por parte do suspeito para não retornar os valores acordados.
Segundo elas, o portuário respondia às mensagens, inicialmente com histórias de atrasos com fornecedores, ou problema com pagamentos, mas garantindo que iria devolver. Passados alguns dias, ele teria parado de responder e teria bloqueado as vítimas.
Vítimas
Entre as vítimas, duas delas perderam mais de R$ 400 mil com o golpe. Outra tem o prejuízo estimado em R$ 40 mil.
Outro “investidor” do esquema, amigo do suspeito, afirmou que teve prejuízo de mais de R$ 1 milhão.
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