X

Olá, faça o seu cadastro para ter acesso a este conteúdo

*Você não será cobrado

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Polícia tenta desvendar mistério em tortura e assassinato de pastor

Com fitas plásticas amarradas no pescoço e nos pés, Carlos Alberto Dias foi encontrado morto na frente de uma garagem, em Marechal Floriano

Francine Spinassé e Clóvis Rangel | 30/07/2022 12:55 h

Carlos Alberto Dias apresentava sinais de tortura
Carlos Alberto Dias apresentava sinais de tortura |  Foto: Acervo Pessoal
 

Em um crime ainda cercado de mistérios e com sinais de crueldade e tortura, o pastor e dono de uma funerária Carlos Alberto Dias, de 55 anos, foi encontrado morto nesta sexta-feira (29),  em Marechal Floriano, na região serrana do Estado. 

Segundo informações da Polícia Militar, o  corpo do pastor foi encontrado na manhã de sexta na frente de uma garagem, ao lado do carro da funerária dele, na rua Delimar Schunk, a Rua da Linha, na sede do município.

 De acordo com a ocorrência, o corpo apresentava sinais de tortura. Ele estava com três fitas plásticas amarrando seu pescoço e uma outra amarrando seus pés.

Próximo ao corpo, a polícia encontrou também um dos veículos usados na funerária de Carlos para fazer o transporte de cadáveres. 

A perícia da Polícia Civil foi acionada e, ao chegar ao local, constatou que o carro e um caixão foram usados, inclusive, para transportar o corpo dele até aquele lugar.

O major Edinei Balbino de Souza, comandante da 6ª Cia Independente da Polícia Militar, disse que foram moradores que ligaram para o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) informando que o corpo de um homem havia sido encontrado na rua.

“O corpo estava na entrada de uma garagem e apresentava sinais de crueldade”, informou o major. 

A suspeita é de que ele tenha sido morto por enforcamento. “Entretanto, apenas após a conclusão da perícia será possível confirmar a causa da morte”, ressaltou o major.

O delegado da Delegacia de Polícia de Domingos Martins, Luciano Carlos Paulino de Oliveira, informou que as investigações do assassinato começaram, mas até a noite de sexta nenhum suspeito foi preso ou identificado.

Ainda ontem, a mulher da vítima, uma pastora que mora em Vitória, foi ouvida pela polícia. 

O automóvel foi recolhido e o corpo levado para o SML de Cachoeiro de Itapemirim no início da tarde de sexta.

Rua Delimar Schunk, conhecida como Rua da Linha, onde estava corpo
Rua Delimar Schunk, conhecida como Rua da Linha, onde estava corpo |  Foto: Clóvis Rangel / AT
 

 “Saiu de uniforme e deixou luz acesa”, diz comerciante

 Vizinhos e responsáveis pelo imóvel  onde fica a funerária do pastor Carlos Alberto Dias, de 55 anos, os comerciantes Everaldo e Morena Evald contaram  que a vítima saiu de uniforme e deixou a luz da funerária acesa, como fazia quando ia atender algum chamado de trabalho.  

“Fomos surpreendidos por essa notícia horrível hoje. Um amigo perguntou se eu estava sabendo do que tinha acontecido. Na mesma hora tentei ligar para o celular dele. Vi que a última vez que ele tinha entrado no  WhatsApp foi às 3h06”, contou Everaldo. 

Ele revelou ainda que o fato da luz estar acesa não chamou atenção. “Toda vez que ele saía para trabalhar, ele deixava a luz  da funerária acesa.  Geralmente,  ele voltava,  encerrava o serviço, e aí, quando ele ia dormir, apagava a luz. Mas essa madrugada ele não apagou”.

O comerciante também revelou que durante a noite não ouviu  barulho, nem do carro saindo.   

Morena também contou que,  toda vez que  saía para longe, ele avisava para que o casal apagasse a luz ou deixava as chaves. “Quando saía  socialmente, ele usava roupa comum. Se fosse para igreja, estava de terno. Como ele foi encontrado com o uniforme da funerária, creio que ele tenha saído como se fosse fazer um serviço”.

Ela revelou que a última vez que viu o pastor foi por volta das 18 horas de quinta-feira. 

“Eu estava no quintal molhando a horta quando ele passou e me  cumprimentou. Brincou falando para eu molhar a hortinha direito. Estava sorridente, tranquilo, leve como ele sempre era”.

Pastor estava morando há dois anos na cidade

Uma pessoa carismática e querida. Foi assim que pessoas de Marechal Floriano descreveram o pastor Carlos Alberto Dias, de 55 anos. Segundo elas, ele estava morando no local há dois anos.

O comerciante Everaldo Evald revelou que o pastor era uma pessoa muito carismática e querida por todos. “Ele era muito querido. O  pessoal vinha tocar violão com ele, tomar um café, conversar com ele. Estava sempre dando conselhos e tinha muita facilidade para  fazer amizade. Eu até brincava que ele já estava mais conhecido do que eu”.

Carlos Alberto era pastor da    Igreja do Evangelho Quadrangular, mas em Marechal Floriano estava participando da  Igreja Deus é Amor. Ele fazia parte  do grupo de música da igreja há cerca de  seis meses.

Carlos Alberto Dias está sendo velado desde a noite de sexta na Igreja Quadrangular de Nova Palestina, em Vitória. O sepultamento será neste sábado (30), no Cemitério de Maruípe.

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em um de nossos grupos de Whatsapp

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em nosso grupo do Telegram

MATÉRIAS RELACIONADAS