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Polícia desvenda mistério de 6 anos através de exame de DNA

| 13/08/2021 15:37 h

Após mais de seis anos aguardando por respostas sobre um homem de 57 anos desaparecido, uma família mineira foi acionada e informada pela Polícia Civil do Espírito Santo que o parente foi enterrado como indigente em 2015, após ter sido encontrado em Vila Velha.

Pela primeira vez, na Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, que teve início em junho deste ano, a Polícia Civil do Estado conseguiu identificar um caso.

Isso foi possível porque familiares do homem de 57 anos fizeram a coleta do material genético em Minas Gerais, e o DNA pôde ser comparado através do banco de dados nacional de perfis genéticos, indicando a compatibilidade.

Polícia explicou que agora existe um banco único de dados no País que facilita a identificação de desaparecidos
Polícia explicou que agora existe um banco único de dados no País que facilita a identificação de desaparecidos |  Foto: Kadidja Fernandes/ AT
Perita oficial criminal, Bianca Bortolini Merlo explicou que o cadáver foi encontrado no bairro Jockey de Itaparica, em Vila Velha, em 2015, e na época não teve identificação, por isso foi enterrado como indigente.

Até o momento, no Estado, 85 familiares fizeram o cadastro do DNA no DML e foram feitos exames em mais de 200 cadáveres não identificados.

“Todo cadáver encontrado tem amostras coletadas e registradas. Com a campanha, a família que tem um boletim de ocorrência pode comparecer ao Departamento Médico Legal para cadastrar dados, e o sistema cruza com amostras dos cadáveres sem identificação”.

Por isso, a polícia pede que familiares de desaparecidos procurem o DML, através do telefone (27) 3225-8260, ou a Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas, pelo (27) 3137-9065. Agora, mesmo que o parente tenha morrido em outro estado, a comparação do DNA já é possível.

O superintendente de polícia técnico-científica, Renato Koscky Junior, disse que todos os estados têm seus respectivos bancos, com material de parentes de pessoas desaparecidas e dos cadáveres.

“Com essa campanha, a gente criou um banco único, então o cruzamento não se dá apenas dentro de cada estado, se dá entre os estados. Daí a probabilidade maior da gente encontrar os familiares”.

De acordo com ele, o banco único foi idealizado pelo Ministério da Justiça, em junho deste ano. Desde então, há uma campanha para incentivar que familiares de desaparecidos façam a coleta.

A perita criminal Carolina Mayumi Vieira explicou que a coleta de DNA é indolor: “O familiar vai ser encaminhado ao DML e fazer um agendamento para realizar a coleta no laboratório de DNA forense. É uma coleta indolor, um swab bucal, e gratuita”, disse.

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