Piloto e mulher presa no ES planejavam encontro presencial, diz polícia
Investigada vendia imagens da filha de três anos para o piloto, que é acusado de chefiar uma rede de exploração sexual infantil
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Investigações da Polícia Civil apontam que a mulher presa no Espírito Santo e o piloto acusado de chefiar uma rede de exploração sexual infantil planejavam se encontrar pessoalmente. De acordo com a corporação, a investigada vendia imagens de conteúdo sexual da filha, de 3 anos, para Sérgio Antonio Lopes, que foi preso em São Paulo no mês de fevereiro.
"Existia a possibilidade de um encontro pessoal do suspeito com a vítima. Nós conseguimos efetuar a prisão antes que o fato fosse concretizado", afirmou a delegada Luciana Peixoto, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
A moradora de Marataízes e o piloto investigado mantinham contato desde, ao menos, o mês de agosto. No entanto, segundo a investigadora, mensagens mais antigas entre os dois foram apagadas. Durante as conversas, que ocorriam via WhatsApp, o piloto solicitava fotos e vídeos sexuais da criança, incluindo registros de estupro.
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Entenda o caso
A mulher presa nesta terça-feira (10), em Marataízes, é natural de Minas Gerais mas mora no litoral Sul capixaba, onde conheceu o piloto Sérgio Antonio Lopes, de 62 anos, que é apontado como líder de uma rede de exploração sexual infantil.
"A gente não tem as informações precisas, mas tudo indica que ela conheceu [o piloto] na praia, em uma visita dele à Marataízes. Ela é artesã, vende produtos que mesma faz na praia e conheceu ele lá", explicou a delegada Luciana Peixoto.
A partir do encontro, que ocorreu quando a criança tinha 2 anos, a exploração sexual teve início. Em troca de dinheiro, a mulher realizava e registrava fotos e vídeos de abusos sexuais contra a própria filha, que eram enviadas para o piloto. "Ele solicitava imagens, vídeos, e mediante pagamento ela produzia o conteúdo sexual", destacou a delegada, que afirmou que os valores eram diversos, mas irrisórios.
A mulher foi alvo de um mandado de prisão temporária e será indiciada pelos crimes de estupro de vulnerável; exploração sexual infantil; produção, venda, compartilhamento e armazenamento de material de pornografia infantil; e aliciamento de menores.
Durante a ação, que integra a segunda fase da Operação Apertem o Cinto, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência da suspeita. O objetivo, segundo a polícia, foi apreender o celular da investigada, que seria usado para enviar as imagens da criança e receber o pagamento.
Relembre o caso
Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, foi preso no dia 9 de fevereiro, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. No momento de sua prisão, ele admitiu que realizava pagamentos e favores para as famílias das vítimas em troca de imagens e vídeos sexuais das crianças. Ele também teria pago aluguéis, comprado remédios e eletrodomésticos em troca dos abusos.
Ao ser questionado, o piloto também admitiu que se encontrava com crianças e adolescentes em motéis espalhados pelo Brasil, além de manter conteúdos sexuais das vítimas no aparelho celular. A investigação apontou que o piloto teria conhecido uma das vítimas de quem tem registros no celular durante uma viagem ao Espírito Santo.
Quatro mulheres (incluindo mães e avós) e o piloto já foram presos por envolvimento na rede criminosa. Até o momento, foram identificadas sete vítimas em São Paulo e no Espírito Santo, entre crianças e adolescentes — sendo que a criança de três anos, que foi resgatada e deixada aos cuidados de outros familiares, é a mais nova.
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