Como agia mulher presa no ES por participar de rede de exploração sexual infantil
Segundo a polícia, investigada praticava e vendia imagens de abusos contra a própria filha, de 3 anos, para piloto preso em fevereiro
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A mulher presa em Marataízes por participação na rede de exploração sexual infantil comandada pelo piloto Sérgio Antonio Lopes praticava e filmava os abusos contra a própria filha, de 3 anos de idade. A informação foi divulgada pela Polícia Civil, que deu detalhes sobre como a investigada agia e qual era a sua ligação com o piloto, que está preso desde fevereiro.
Segundo a polícia, a mulher foi identificada e localizada após dados serem extraídos do celular do piloto. Ela tem 29 anos e foi presa na manhã desta terça-feira (10) em uma ação conjunta entre investigadores do Espírito Santo e de São Paulo. O nome da investigada não será divulgado para preservar a identidade da vítima.
"No momento da prisão, ela confessou que vazia vídeos da filha e teria apagado alguns desde que ela tinha dois anos, e prosseguiu até os tempos atuais, que agora ela tem três. Esses crimes só cessaram a partir do momento em que o suspeito foi preso, depois que ela perdeu o contato com ele. A família não aparentava saber dos crimes, a mãe não aparentou arrependimento, mas sim vergonha", delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Espírito Santo.
Entenda como a mulher agia
A mulher presa nesta terça é natural de Minas Gerais mas mora no litoral Sul capixaba, onde conheceu o piloto Sérgio Antonio Lopes, de 62 anos, que é apontado como líder de uma rede de exploração sexual infantil.
"A gente não tem as informações precisas, mas tudo indica que ela conheceu [o piloto] na praia, em uma visita dele à Marataízes. Ela é artesã, vende produtos que mesma faz na praia e conheceu ele lá", explicou a delegada Luciana Peixoto, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
A partir do encontro, que ocorreu quando a criança tinha 2 anos, a exploração sexual teve início. Em troca de dinheiro, a mulher realizava e registrava fotos e vídeos de abusos sexuais contra a própria filha, que eram enviadas para o piloto. "Ele solicitava imagens, vídeos, e mediante pagamento ela produzia o conteúdo sexual", destacou a delegada, que afirmou que os valores eram diversos, mas irrisórios.
As investigações apontaram, ainda, a existência de diálogos entre a mulher e o piloto sobre a possibilidade de um encontro presencial entre ele e a vítima. "Existia a possibilidade de um encontro pessoal do suspeito com a vítima. Nós conseguimos efetuar a prisão antes que o fato fosse concretizado", destacou Luciana Peixoto.
A mulher foi alvo de um mandado de prisão temporária e será indiciada pelos crimes de estupro de vulnerável; exploração sexual infantil; produção, venda, compartilhamento e armazenamento de material de pornografia infantil; e aliciamento de menores.
Durante a ação, que integra a segunda fase da Operação Apertem o Cinto, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência da suspeita. O objetivo, segundo a polícia, foi apreender o celular da investigada, que seria usado para enviar as imagens da criança e receber o pagamento.
Relembre o caso
Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, foi preso no dia 9 de fevereiro, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. No momento de sua prisão, ele admitiu que realizava pagamentos e favores para as famílias das vítimas em troca de imagens e vídeos sexuais das crianças. Ele também teria pago aluguéis, comprado remédios e eletrodomésticos em troca dos abusos.
Ao ser questionado, o piloto também admitiu que se encontrava com crianças e adolescentes em motéis espalhados pelo Brasil, além de manter conteúdos sexuais das vítimas no aparelho celular. A investigação apontou que o piloto teria conhecido uma das vítimas de quem tem registros no celular durante uma viagem ao Espírito Santo.
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