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Pastor é detido acusado de usar drogas e dirigir alcoolizado em Cachoeiro

| 02/06/2020 17:08 h | Atualizado em 02/06/2020, 17:38

O pastor de uma igreja evangélica de Cachoeiro de Itapemirim, de 35 anos, está sendo acusado pela polícia de portar drogas e dirigir supostamente alcoolizado. Ele nega o fato e afirma que estava em casa, assistindo filme com a família, no momento da ocorrência.

De acordo com a ocorrência, quatro policiais em motopatrulhas estavam na rua Arnô Herkenhof, bairro Vila Rica, às 20h30, quando o Corolla branco conduzido pelo pastor passou por eles com vidros escuros e fechados.

Os policiais suspeitaram do veículo e foram atrás, encontrando-o pouco adiante. A ocorrência informa que o pastor foi orientado a descer do automóvel. Ele estava acompanhado do filho, menor de idade. Na busca pessoal foi encontrado um papelote de cocaína no bolso de sua calça.

Viaturas na frente da Delegacia Regional de Cachoeiro
Viaturas na frente da Delegacia Regional de Cachoeiro |  Foto: Alessandro de Paula
Os PMs relataram que havia forte odor de maconha no carro e, ao continuar as buscas, encontraram escondidos debaixo do tapete do Corolla uma bucha e dois cigarros da droga. Também foram encontradas duas garrafas de bebida alcoólica, sendo uma delas vazia.

Os policiais pediram que o condutor do veículo fizesse o teste do bafômetro, mas ele negou. O pastor foi conduzido para a Delegacia Regional de Cachoeiro em uma radiopatrulha e o filho seguiu no banco de trás da viatura. As chaves do carro foram entregues a um sobrinho do pastor.

A Polícia Civil informou que o motorista assinou termo circunstanciado por posse de drogas para consumo próprio e foi liberado após assumir compromisso de comparecer em juízo. O filho também foi liberado.

Com relação à possível embriaguez ao volante, o caso foi encaminhado para a Delegacia de Infrações Penais Outros (Dipo) para melhor apuração dos fatos.

O nome do pastor não está sendo divulgado porque a ocorrência foi registrada como posse de drogas para consumo próprio.

Pastor faz live e desmente acusação

A reportagem conseguiu entrar em contato com o pastor pelo telefone. Ele, no entanto, pediu desculpas, disse que não estava em condições de falar naquele momento, mas que havia feito uma transmissão ao vivo no Facebook se posicionando a respeito da ocorrência.

“Não estou podendo atender ninguém agora. Minha esposa recentemente sofreu depressão. Mas fiz um ao vivo no Facebook. Deu 1 mil pessoas assistindo”, disse por telefone.

O pastor continuou: “Essas coisas vêm para querer abater a fé das pessoas. Quanto mais as pessoas propagam uma notícia dessas mais pessoas são feridas, machucadas. Então, em nome de Jesus, seja a boca de Deus na terra”.

Na live nas redes sociais, o pastor, ao lado da mulher e do filho, afirmou que sua família está sendo alvo de difamação e que suspeita até na possibilidade de ser uma guerra política, uma vez que a mulher é pré-candidata a vereadora.

O pastor declarou ainda que, na segunda-feira à noite, no mesmo horário da ocorrência policial, ele estava em casa, com a família, assistindo a um filme na TV.

“Na semana passada disseram que nós estávamos com coronavírus. As pessoas não cansam de querer nos perseguir. Graças a Deus temos um Deus poderoso que luta em favor de nossa vida”, disse na transmissão.

Em determinado momento da live, o pastor aponta a câmera para sua mãe, que também dá um testemunho: “Deus vai resolver essa causa, pois ele é nosso advogado fiel”.
 

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