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CRIME

Pai que matou filho na Serra agiu em legítima defesa, diz polícia

Wilson Motim reagiu após ver a nora sendo agredida pelo filho

24/11/2021 12:44:25 min. de leitura

Imagem ilustrativa da imagem Pai que matou filho na Serra agiu em legítima defesa, diz polícia
Weberson foi morto a facadas pelo pai Wilson Foto: Reprodução / TV Tribuna-SBT
 

A polícia concluiu que o pai que matou o filho a facadas em Jardim Tropical, na Serra, no último sábado (20), agiu em legítima defesa. O crime foi provocado, segundo o delegado, pela falta de diálogo somada ao consumo de bebidas alcoólicas. 

O motorista de caminhão Wilson Alves Motim, de 55 anos, apontado como o autor das facadas no filho Weberson Corrêa Motim, de 28 anos, prestou depoimento na Polícia Civil por duas horas e meia na terça-feira (23).

Wilson contou que ele e o filho passaram a tarde bebendo na casa de um amigo, quando Weberson teria começado a fazer brincadeiras que não agradaram o pai, que resolveu ir para casa. Depois o filho deixou o local ao lado da mulher e do enteado, de 6 anos.

Já na casa do pai, Weberson teria começado a discutir com a mulher e ameaçou agredi-la. O filho dela, de seis anos, chegou a entrar no meio para defender a mãe, mas acabou agredido com uma cotovelada e um tapa na cabeça.

De acordo com o delegado Divisão de Homicídios da Serra, Rodrigo Sandi Mori, Wilson tentou intervir para impedir a agressão, mas acabou recebendo socos do filho na região do rosto e da cabeça.  Como o filho era mais forte, Wilson pegou uma faca na cozinha para se defender e tentou fugir, mas o filho começou a dar socos no vidro do carro. Neste momento, o pai deu três golpes de faca no jovem. 

“Quando Weberson caiu, Wilson cessou as agressões e saiu do local. Diante de todo o contexto, entendemos que Wilson agiu em legítima defesa: primeiro em relação à nora, e depois em relação a ele. A maior pena que ele está pagando é conviver com o fato de ter tirado a vida do próprio filho”, declarou Sando Mori.

Ainda segundo o delegado, o inquérito irá sugerir a legítima defesa e será encaminhado para o Ministério Público, que poderá opinar também pela legítima defesa ou requerer a devolução do inquérito para novas diligências.