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Pai e filha vão a júri popular por assassinato de empresário no ES

Remi Pereira dos Santos e a filha Gilvana Pires Pereira Tesch são acusados de matar Arnaldo Tesch para ficar com dinheiro do seguro de vida

Redação Tribuna Online | 15/07/2022 19:17 h

Remi Pereira dos Santos
Remi Pereira dos Santos |  Foto: Vitor Muniz - 30/10-2013
 

Na próxima quinta-feira (21), começa o júri popular de Remi Pereira dos Santos e dele, a empresária Gilvana Pires Pereira Tesch. Eles são acusados de planejar o assassinato de Arnaldo Tesch, de 36 anos, então marido de Gilvana. O crime ocorreu em Santa Maria de Jetibá, na região Serrana do Estado, em 10 de outubro de 2012. 

Arnaldo foi morto com facadas nas costas, dentro da fábrica dele, no bairro Córrego do Ouro. Na oportunidade, três homens invadiram a serraria e renderam Arnaldo Tesch e Remi, então sogro do empresário. Os dois foram levados para um local onde as câmeras não tinham alcance.

De acordo com o Ministério Público do Estado (MPES), os vídeos do circuito interno de segurança deixam claro que o sogro auxiliou os invasores, guiando o bando para longe das câmeras.

Arnaldo Tesch circula na serraria pouco antes de ser morto
Arnaldo Tesch circula na serraria pouco antes de ser morto |  Foto: Reprodução vídeo
 

Ainda segundo o órgão ministerial, também foi constatada a demora por parte de Remi em prestar socorro ao empresário, que perdeu muito sangue, não havendo chances para salvá-lo.

Além disso, as investigações apontaram que, momentos antes do crime, a viúva sinalizou com uma lanterna para que os três invasores entrassem em ação. Os três homens fugiram após o crime em um dos veículos de Arnaldo Tesch.

As imagens mostram o empresário sendo levado pelos assassinos para ponto longe da câmera
As imagens mostram o empresário sendo levado pelos assassinos para ponto longe da câmera |  Foto: Reprodução vídeo
 

A motivação do assassinato, segundo as investigações, foi que Gilvana queria se separar de Arnaldo, mas, como não conseguiu,  convenceu o empresário a fazer seguros de vida com valores altos no nome dela. Na sequência, teria contado com a ajuda do pai para matar o marido, ficando com o dinheiro do seguro.

O seguro seria em torno de R$ 700 mil, segundo a Polícia Civil revelou na época do assassinato.

Além disso, a polícia ainda informou que a empresário tentou atrapalhar as investigações indicando suspeitos, se fazendo de vítima e escondendo as imagens de videomonitoramento do local do crime. 

No entanto, os dois acabaram presos meses após o crime. Agora, Remi vai ser julgado pelo assassinato. 

Os promotores de Justiça que atuam no Júri de Vitória vão conceder entrevista coletiva na próxima terça-feira (19) para dar mais detalhes sobre a denúncia. 

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