"Não é quem é a vítima; a violência de gênero é sobre quem é o homem", diz delegada
Segundo a investigadora, provas coletadas na cena do crime indicam que o assassinato foi premeditado
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"O caso é emblemático, porque ele mostra que não é quem é a vítima — porque ela era uma mulher forte, uma autoridade. A violência de gênero é sobre quem é o homem". Foi assim que a titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, delegada Raffaella Aguiar, classificou o feminicídio da comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, nesta segunda-feira (23).
Segundo a investigadora, o assassino da comandante, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, teria cometido o crime por não aceitar o fim do relacionamento. Nesta segunda, após o crime, relatos sobre o comportamento violento do homem começaram a surgir.
"Não tem nada [denúncia] formalizado. Depois do crime que começaram a comentar que ele era um homem ciumento, possessivo, que era extremamente controlador", informou a investigadora.
Ainda segundo a delegada, as provas coletadas na cena do crime indicam que o assassinato foi premeditado. "Os vestígios sugerem que ele tinha planejamento, porque ele levou ferramentas, levou uma escada para entrar na casa e matá-la", explicou.
Entenda o caso
Morreu, na madrugada desta segunda-feira (23), a comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória, Dayse Barbosa. Segundo informações apuradas pela reportagem da TV Tribuna/Band, ela foi assassinada a tiros pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, de 39 anos, que tirou a própria vida após o crime.
O assassinato ocorreu na casa onde a comandante vivia no bairro Caratoíra, em Vitória, por volta de uma hora da manhã. Em entrevista ao Tribuna Manhã, o pai da vítima, Carlos Roberto, afirmou que o homem usou uma escada para acessar o local e disparou ao menos cinco vezes contra Dayse, que foi atingida no rosto. Os disparos ocorreram no quarto da filha da comandante, que não estava no local no momento do crime.
"Eram por volta de 00:50, eu ouvi um 'pá', um barulho de algo quebrando e logo em seguida ouvi os tiros. Quando olhei pela janela eu vi uma escada, que ele usou pra entrar na casa e arrombar a porta", contou o pai.
Após matar a companheira, o policial rodoviário foi até a cozinha da residência e tirou a própria vida. Eles estariam em um relacionamento há cerca de quatro anos.
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