"Tentei alertá-la sobre ele ser violento", diz pai de comandante assassinada
Carlos Roberto Trindade Teixeira afirmou que a filha havia sido ameaçada de morte anteriormente
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Carlos Roberto Trindade Teixeira, pai da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa, afirmou que já havia alertado a filha sobre o comportamento violento do companheiro dela, o Policial Rodoviário Federal, Diego Oliveira de Souza, de 39 anos.
"Eu não gostava dele. Pelo jeito que ele tratava ela, sabia que ele não prestava e alertei ela, mas ela não me ouvia. Não estou acreditando ainda no que aconteceu", afirmou o aposentado em entrevista à TV Tribuna/Band.
Ainda segundo o pai da vítima, Dayse já havia sido ameaçada anteriormente pelo namorado e havia decidido terminar o relacionamento.
"Ele ameaçava ela . Já tinha quebrado o trinco do portão, há cerca de cinco meses, pegou a arma dela para ameaçar a Dayse. Eu consegui intervir e ele foi embora, mas o relacionamento deles era marcado por discussões e violência. Ele era uma pessoa muito temperamental. Eu aconselhava ela para terminar, mas ela não me ouvia", disse.
Segundo a Titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, delegada Raffaella Aguiar, Diego não aceitava o fim do relacionamento.
"Ela não queria mais aquele relacionamento, mas ele não aceitava o término. Não havia bada formalizado em relação às denúncias, mas relatos de pessoas próximas mostram que ele era um homem extremamente possessivo e controlador", destacou.
O caso
Dayse Barbosa foi morta com cinco disparos de arma de fogo dentro do próprio quarto, na madrugada desta segunda-feira (23). De acordo com a investigação, Diego Oliveira de Souza, de 39 anos, apontado como o responsável pelo crime, teria usado uma escada para invadir a residência onde ela morava com o pai, no bairro Caratoíra, em Vitória.
A vítima foi surpreendida pelo companheiro enquanto dormia, e não conseguiu reagir aos tiros. Após o crime, o homem tirou a própria vida.
Crime foi premeditado, diz secretário
A Polícia Civil já esteve no local do crime e iniciou as investigações. Segundo o secretário de Segurança Urbana de Vitória, Amarilio Luiz Boni, as evidências apontam que o crime foi premeditado e se enquadra como feminicídio.
"Ele foi com o intuito de cometer o feminicídio, ele levou os materiais para poder entrar na residência, para poder subir na marquise como ele subiu. Tudo indica que ele pegou ela deitada, dormindo, quando efetuou os disparos sem possibilidade de reação. Pelo estado do quarto, tudo indica que ela apenas levantou e sofreu os cinco disparos", explicou.
Ainda segundo o secretário municipal, a corporação não tinha conhecimento de ameças feitas sofridas pela comandante. "Infelizmente ela não falou isso para a gente, para que a gente pudesse tomar uma atitude e pudesse salvar a vida dela. Era uma pessoa que vivia para salvar vidas, sobretudo de mulheres", lamentou.
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