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Na noite do Dia dos Namorados, mulher é espancada até a morte pelo marido

| 13/06/2020 10:54 h | Atualizado em 13/06/2020, 11:27

Celina tinha 25 anos e corpo foi encontrado em cima da cama
Celina tinha 25 anos e corpo foi encontrado em cima da cama |  Foto: Reprodução Rede Social
O Dia dos Namorados terminou de forma trágica para um casal. Uma atendente, de 25 anos, foi espancada até a morte pelo marido, um pedreiro, de 32, na noite de sexta-feira (12), no bairro Rio Marinho, em Cariacica. A vítima foi identificada pela polícia como Celina Conceição Braz. 

Vizinhos relataram ter escutado uma discussão do casal, por volta das 23 horas. A briga durou até cerca cerca de duas horas, momento em que os gritos não foram mais ouvidos. 

A vizinhança ainda tentou avisar ao proprietário da casa do barulho, porém, nenhum deles acionou a Polícia Militar. 

Como estava dormindo, o dono da casa, de 46 anos, só viu as mensagens dos vizinhos do casal na manhã deste sábado (13) e decidiu ir até a residência.

De acordo com ele, assim que chegou na casa, se deparou com o corpo de Celina em cima da cama e o marido dela sentado ao lado da vítima, olhando para o corpo dela. 

O dono da casa informou que havia sangue pelos cômodos, nas paredes e até mesmo no teto da residência. Ele saiu da casa e acionou PM e Samu, que foram até o local e constaram que Celina já estava morta. 

Quando os policiais chegaram na residência, o suspeito do crime tinha fugido. Buscas foram realizadas e o pedreiro foi localizado no quintal de um vizinho. 

O suspeito foi abordado e detido pelos militares, que o encaminharam até o Pronto Atendimento (PA) de Alo Lage, no mesmo município, já que ele apresentava escoriações no rosto. Após ser atendido, foi encaminhado ao Departamento Especializado de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), em Vitória. 

Segudo a polícia, no corpo da vítima, não foram encontradas perfurações por arma de fogo e facada, por isso ao que tudo indica, para a polícia, ela foi espancada até a morte pelo marido. 

Cigarro

Além da brutalidade como Celina foi morta, outro aspecto assusta pela frieza do pedreiro. Segundo o dono da casa, após o crime, durante a madrugada, o suspeito saiu de casa e foi até a residência de um viinho pedir um cigarro. 

No local, ele teria dito ao vizinho que sua mulher estava morta ou desmaiada em cima da cama do casal. Em seguida voltou para casa, onde ficou sentado ao lado do corpo de Celina. 

"Cheguei a implorar de joelhos, pedindo para ela largar ele", desaba irmã

A irmã da atendente Celina Conceição Braz, de 25 anos, Quetzia Eloá Santos Braz, 32 anos, conversou com a reportagem e disse que o casal estava junto há dois anos, mas, segundo a irmã, o relacionamento era de idas e vindas, por conta do ciúme e brigas.

"Sempre aconselhava para ela não ficar com ele pois o ciúme ia acabar levando à morte. Cheguei a implorar de joelhos pedindo para ela largar ele", desabafou Quetzia.

Na Bahia,o pedreiro já tinha sido preso por agredir a atendente, mas foi solto e desde então as brigas continuaram.

"A dor que estou sentindo está muito forte. Eu peço que você, vizinho, seja o que for: se verem uma briga de alguém, liguem para a polícia. Hoje eu perdi minha irmã, mas poderia ter sido alguém da sua família", alertou ela.

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