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Mulher planejou a morte de agricultor com a ajuda do amante, diz MP

| 10/08/2021 17:57 h

Alexandre Fim teria sido morto em casa após ataque do amante da sua mulher, Thayla Bonicenha, em Castelo
Alexandre Fim teria sido morto em casa após ataque do amante da sua mulher, Thayla Bonicenha, em Castelo |  Foto: Facebook

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) denunciou a mulher do agricultor Alexandro Fim, 34 anos, morto no dia 24 de julho, em Castelo, no Sul do estado, e o suposto amante dela por homicídio triplamente qualificado e fraude processual.

Na avaliação do Ministério Público, a dona de casa Thayla Bonicenha Crivellari, 22 anos, planejou a morte do marido com a ajuda do amante, o lavrador Françoa de Souza Calambianqui, de 25.

Alexandro foi morto dentro de sua casa, na comunidade de Monte Alverne. Inicialmente, o crime estava sendo tratado como latrocínio, já que a mulher alegou, na ocasião, que dois bandidos teriam entrado na residência e rendido o casal.

Mas, após as investigações, a polícia concluiu que foi um crime premeditado. Thayla e Françoa foram detidos na noite do dia 27. Ela continua presa no Centro Prisional e ele no Centro de Detenção Provisória (CDP), ambos em Cachoeiro de Itapemirim.

Na avaliação do Ministério Público, os dois mataram Alexandro para assegurar a continuidade do relacionamento extraconjugal entre eles e para que pudessem se apropriar do patrimônio da vítima.

Segundo as investigações policiais, foi Thayla quem abriu a porta para que Françoa entrasse e ficasse escondido. Ela e Alexandro estavam no quarto, quando o marido resolveu ir à cozinha beber água.

De acordo com o Ministério Público, o casal estava na cozinha, quando o outro acusado se aproximou por trás. A esposa teria abraçado o marido e segurado seus braços, para distrair atenção dele. “Nesse momento, o acusado agarrou a vítima pelas costas e a asfixiou até a morte”, afirmou o Ministério Público.

Ainda, segundo o Ministério Público, após o homicídio os dois esconderam objetos no forro de gesso da casa para simular um crime de latrocínio. Em seguida, o homem trancou a mulher e a filha de 2 anos no quarto e saiu no carro da família, abandonando-o a alguns quilômetros do local.

Por volta das 2 horas, complementou o Ministério Público, a mulher ligou para os pais informando a versão fantasiosa de latrocínio.

Outro fator que chamou a atenção do Ministério Público é que o marido estaria sob o efeito de remédios controlados, o que dificultou ainda mais qualquer resistência da vítima.

Na avaliação do MPES, o crime foi praticado por motivos torpes, egoísticos e abjetos. O órgão recomenda que os dois sejam levados para julgamento perante o Tribunal do Juri e condenados pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e fraude processual.

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