Mulher é presa em flagrante por armazenar conteúdo de abuso sexual infantil no ES
Durante operação, com ações em Guarapari e na Serra, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão
Uma mulher foi presa nesta quarta-feira (02), durante o cumprimento de mandados no âmbito da Operação Nacional Proteção Integral V, em combate a crimes cibernéticos, no município da Serra.
A operação nacional foi deflagrada entre a Polícia Civil do Espírito Santo e a Polícia Federal com objetivo de apurar e cumprir mandados de busca e prisão relacionados a exploração sexual infantil, desde o armazenamento e produção desse tipo de material.
Durante as ações, foram cumpridos um mandado de busca e um mandado de prisão preventiva no município da Serra e um mandado de busca e apreensão no município de Guarapari.
Em Guarapari, o alvo foi um suspeito de 28 anos. A polícia chegou até ele após denúncias da plataforma Discord, na qual o suspeito teria afirmado em conversas que havia estuprado uma menina de 5 anos.
Após identificação do suspeito, o mandado de busca foi cumprido para que fossem apreendidos celulares e dispositivos eletrônicos para perícia. "Mediante o laudo pericial elaborado em cima desse material apreendido vamos verificar se de fato houve esse estupro, se há a produção desse material de abuso infantil e então indiciar esse indivíduo", detalhou o delegado Ícaro Olimpio, adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC).
Prisão em flagrante
Na Serra, o alvo foi uma mulher de 28 anos. Contra ela havia um mandado de busca e apreensão e um de prisão preventiva. Porém, no momento da ação, foi constatado no local o armazenamento do material ilegal, o que resultou também na prisão em flagrante da suspeita.
A polícia chegou até a mulher após receber denúncia de plataformas de armazenamento em nuvem, onde a mulher guardava material relacionado a abuso infantil nas contas dela. Além das contas, foi encontrado material na galeria de fotos do celular da mulher.
"Neste caso específico da Serra, essa mulher além do cumprimento do mandado de busca e apreensão e prisão preventiva, também no local nós constatamos o armazenamento desse tipo de material de exploração sexual infantil e portanto também foi dado voz de prisão em flagrante", disse o delegado.
Segundo Ícaro Olimpio, a prisão em flagrante ajuda a ter um material mais robusto para que a prisão preventiva anteriormente já decretada possa ser mantida. "Chama atenção pelo fato de ser uma mulher, sendo que esse tipo de crime na grande maioria das vezes são praticados por homens", destacou.
Em interrogatório, a mulher confessou que recebia os conteúdos em grupos pelas redes sociais, baixava e armazenava. Ela negou, porém, compartilhar o conteúdo.
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