Mulher é agredida com socos no rosto após discussão política em bar de Vila Velha
Assistente administrativa afirma que o suspeito das agressões é um cabo da Polícia Militar
Uma mulher foi agredida com socos no rosto na noite da última segunda-feira (2), em um bar no bairro Itapuã, em Vila Velha. Segundo a vítima, que é assistente administrativa, as agressões teriam iniciado a partir de uma discussão por causa de divergência política. A mulher afirma que o suspeito das agressões é um cabo da Polícia Militar, que não teve a identidade informada.
Em entrevista à repórter Vanuza Santana, da TV Tribuna/Band, a assistente administrativa contou que chegou no local acompanhada da mãe e de uma amiga. As três sentaram na calçada e começaram a conversar, momento em que a vítima começou a falar sobre o resultado das eleições.
Neste momento, segundo a assistente administrativa, três mulheres que estavam sentadas em uma mesa ao lado iniciaram uma discussão com a vítima.
"Estávamos falando sobre polícia. Umas moças da mesa ao lado não gostaram e começaram a fazer deboche. Eu comecei a discutir com elas e a provocar", disse a assistente administrativa.
Durante a discussão, um homem, que a vítima afirma ser o cabo da PM, chegou no local e começou a desferir socos no rosto da assistente administrativa. A mulher também teria sido pressionada contra a parede do bar.
Por causa das agressões, a vítima relata que caiu na calçada do estabelecimento, onde ficou desacordada e teria perdido a consciência. Diante da situação, ela foi encaminhada ao Hospital Antônio Bezerra de Farias. Para a reportagem da TV Tribuna/Band, a assistente administrativa contou que precisou levar quatro pontos na região do supercílio.
A Polícia Militar foi acionada e, durante o atendimento, testemunhas informaram que o suspeito das agressões teria se deslocado para um condomínio residencial nas proximidades. Os policiais foram até o edifício e, com o apoio do síndico, tentou fazer contato com o morador. Contudo, os agentes não conseguiram localizar o suspeito.
"Uma pessoa que deveria defender a sociedade está fazendo agressões por um motivo banal. A agressão dele poderia ter me levado a óbito, porque tive fratura interna no nariz e meu rosto está bem machucado", relatou a vítima.
Em nota enviada à reportagem, o advogado de defesa da assistente administrativa, Flávio Fabiano, informou que entrou com um pedido de notícia-crime junto ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES). O advogado solicita também medida protetiva de urgência e a prisão preventiva do suspeito.
"Enquanto membros da sociedade, temos a missão de proteger as mulheres, mas tal não foi o pensamento daqueles que prestavam serviços naquele bar, e merecem responder por suas omissões criminosas, e assim, também buscaremos junto à Justiça", informou a defesa da vítima.
A repórter Vanuza Santana esteve no condomínio onde o suspeito reside na manhã desta quarta-feira (4). O homem havia demonstrado interesse em falar com a reportagem, mas, no local, a mãe do suspeito informou que ele apenas se manifestaria por meio de um advogado.
A reportagem tentou contato com a defesa do suspeito, mas não obteve sucesso. O espaço segue aberto para manifestações.
A reportagem da TV Tribuna/Band também questionou à Polícia Militar sobre a função do suspeito, visto que a vítima afirma se tratar de um cabo da corporação. A PM informou, por nota, que ainda não há uma denúncia formal na Corregedoria a respeito do caso.
A Polícia Civil, por fim, orientou que a vítima registre a ocorrência em qualquer delegacia, a fim de identificar os suspeitos e aplicar a devida punição.
"O Disque-Denúncia 181 é uma ferramenta crucial para a população auxiliar a polícia, fornecendo informações que possam levar à prisão dos criminosos, que agora dispõe de três canais: por telefone, basta discar 181; pelo computador, o site é www.disquedenuncia181.es.gov.br; pelo WhatsApp, basta mandar uma mensagem para o número 27 99253-8181 e seguir o passo a passo do atendimento virtual. Em todos os canais, o anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas. Em casos de crimes em andamento, recomenda-se acionar o número de emergência 190."
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