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Marcola do PCC é transferido de Brasília para presídio federal

Segundo a defesa de Marcola, havia um pedido de remoção do preso feito pelo governador do Distrito Federal

Agência Folhapress | 03/03/2022 16:47 h

Marcola do PCC é transferido de Brasília para presídio federal de Porto Velho
Marcola do PCC é transferido de Brasília para presídio federal de Porto Velho |  Foto: Reprodução/You Tube
  

O preso Marco Willians Herbas Camacho, 53, o Marcola, apontado como chefe máximo do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi transferido por volta das 13h desta quinta-feira (3) da Penitenciária Federal de Brasília para a Penitenciária Federal de Porto Velho, capital de Rondônia. A informação foi confirmada pelo Depen (Departamento Penitenciário Nacional), órgão vinculado ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública, e por um dos advogados de Marcola.

Segundo a defesa de Marcola, havia um pedido de remoção do preso feito pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (PMDB). A ida do prisioneiro para Brasília, em 22 de março de 2019, causou um mal-estar entre o chefe do executivo local, o então secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, e o então ministro da Justiça Sergio Moro.

Quando assumiu o ministério, em março de 2021, Torres pediu um estudo para transferir Marcola para fora de Brasília.

"Hoje [quinta-feira (3)], após minucioso planejamento do Depen, efetuamos a transferência do prisioneiro conhecido como Marcola, da Penitenciária Federal de Brasília. Ação de sucesso total, com apoio da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Secretaria Nacional de Segurança Pública", publicou Torres em seu Twitter.

A decisão não agradou parte dos servidores da pasta. Dois deles destacaram à reportagem o reforço na segurança da penitenciária de Brasília, com apoio do Exército, e argumentam que a proteção pode não ser mesma em Porto Velho.

Essa é a segunda passagem de Marcola pela Penitenciária Federal de Porto Velho. Foi para lá que ele acabou transferido em fevereiro de 2019, junto com outros presos. No total, foram removidos à época 15 presos apontados como integrantes da alta cúpula do PCC.

As transferências foram solicitadas à Justiça e ao governo de São Paulo pelo promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e de Combate ao Crime Organizado), de Presidente Prudente. O órgão é subordinado ao Ministério Público Estadual.

Segundo o Gaeco, no final de 2018 havia informações sobre um plano para resgatar Marcola e os outros 14 presos do PCC recolhidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP). A cidade foi cercada por ao menos 100 homens da tropa de elite da Policia Militar.

Um informante revelou ao Gaeco que o plano de resgate era coordenado pelo narcotraficante Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho. Ele estava foragido na ocasião e foi capturado em abril de 2020 em Moçambique, na África.

O delator afirmou aos promotores de Justiça que Fuminho iria usar na ação aeronaves, metralhadores calibre 50, capazes de derrubar aviões, veículos blindados e também centenas de criminosos, incluindo africanos e bolivianos, treinados.

O aeroporto da cidade chegou a ser fechado por causa dos rumores de resgate. Para os advogados dos presos, no entanto, esse plano nunca existiu e jamais poderá ser provado.

*

Leia a íntegra da nota do Depen:

"Nesta quinta-feira, 3 de março, o Departamento Penitenciário Nacional realizou a transferência do interno Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, que estava custodiado na Penitenciária Federal em Brasília.

O Sistema Penitenciário Federal (SPF) é referência no Brasil e no mundo pelo combate ao crime organizado, mediante isolamento de lideranças criminosas e presos de alta periculosidade, graças a um rigoroso e eficaz regime de execução penal.

Por razões de segurança, o Depen não informará a unidade de destino do preso transferido.

As transferências de presos são medidas rotineiras no SPF e são efetivadas por indicação da inteligência penitenciária, atividade essencial para orientar a definição de estratégias de combate ao crime organizado.

A operação envolve a atuação de outros órgãos de segurança integrantes da estrutura do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a saber: Secretaria Nacional de Segurança Pública, por meio da Força Nacional de Segurança Pública; Polícia Rodoviária Federal; e Polícia Federal."

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