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Líder comunitária é agredida por lutadora de artes marciais durante reunião na Serra

| 24/02/2021 22:41 h | Atualizado em 25/02/2021, 18:16

A vice-presidente de uma associação de moradores na Serra, uma mulher de 55 anos, foi agredida por uma lutadora de Artes Marciais Mistas (MMA), durante uma reunião com todos os representantes dos bairros do município. O caso aconteceu por volta das 20 horas desta terça-feira (23), em Laranjeiras.

Em entrevista ao Tribuna Online, o marido da vítima, um militar da Marinha, de 64 anos, que preferiu não se identificar, afirmou que a agressora fugiu do local antes que a polícia chegasse. Ele é presidente na mesma associação da esposa.

"Quando eu cheguei e fui assinar a folha dos representantes presentes, percebi que duas mulheres haviam assinado, com o nome de outros delegados. Isso não é permitido, aí tentei falar com o presidente da mesa, mas ele não me ouviu e a situação escalou rapidamente. Uma das mulheres foi a que agrediu minha esposa", lembrou o idoso.

De acordo com ele, a mulher foi atacada com vários golpes, inclusive, com um mata-leão, quando uma pessoa passa o braço pelo pescoço da outra, com a intenção de imobilizar ou fazer com que o outro desmaie.

"Ela precisou ser levada para antigo hospital São Lucas, pelo Samu. Ficou com várias escoriações, hematomas em várias partes do corpo. Graças a Deus ela está bem agora, mas sendo medicada e acamada. Hoje ela fez o corpo de delito e registramos o B.O. Agora é esperar que a justiça seja feita", lamentou.

A reportagem também teve acesso ao Boletim Unificado, registrado no 11º Distrito Policial, na Serra. No documento, a vítima afirma aos policiais que a agressora precisou ser contida por populares para que não a matasse com o golpe. 

No boletim, ainda é destacado que a acusada luta MMA e tem experiências em artes marciais. 

A assessoria da Polícia Civil foi procurada, mas ainda não houve retorno. Assim que responderem, esta matéria será atualizada. 

Outro lado

Nesta quinta-feira (25), a mulher acusada das agressões procurou a reportagem e afirmou que as informações passadas pela vítima não são verdadeiras. De acordo com ela, que tem 45 anos e preferiu não se identificar, não houve agressões, mas, sim, um empurrão após ser provocada.

"Ela estava atrás de mim me provocando o tempo todo depois da confusão. Ela chegou a pegar uma cadeira e sentar atrás de mim e ficar ouvindo minha conversa, as meninas que estavam comigo que me avisaram", contou a mulher. Infelizmente não tenho sangue de barata e reagi", afirmou a mulher.

Ela ainda afirma que não é lutadora de MMA, mas sim de muay thai e tem medo de que as acusações prejudiquem a equipe com quem treina. 

"Eu faço Muay thai e jamais se usa esse tipo de golpe (mata leão) no Muay thai. O mata leão se usa no jiu-jitsu e isso eu não pratico. Inclusive estão espalhando que eu desferi socos e chute, como poderia ter feito isso no meio de mais de 200 pessoas e isso não virar algo generalizado?", questionou.

Após a confusão, na noite de terça-feira (25), a mulher também registrou um Boletim Unificado para registrar que sofreu ameaças do casal que a acusa de agressões. 

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