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Júri popular de pai e filha por morte de empresário é adiado

Advogado de defesa de Remi Pereira dos Santos deixou o caso e por isso o júri foi cancelado

Leone Oliveira | 21/07/2022 14:57 h

Remi Pereira dos Santos
Remi Pereira dos Santos |  Foto: Vitor Muniz - 30/10-2013
 

O julgamento de Remi Pereira dos Santos e Gilvana Pires Pereira Tesch, acusados de participação no assassinato do empresário Arnaldo Teschi, de 36 anos, foi adiada pela Justiça do Espírito Santo. O júri popular estava marcado para começar nesta quinta-feira (21). 

A tramitação do processo no site do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) mostra que o júri foi cancelado depois que o advogado de defesa de Remi deixou o caso. 

No despacho, a juíza Lívia Regina Savergnini Bissoli Lage informa que, como não há tempo hábil para nomear um novo advogado, o júri foi adiado.

"Registrando, apenas, que causa estranheza a este Juízo o fato de ser a segunda vez em que a defesa do acusado Remi renuncia às vésperas da sessão de julgamento, não tendo ocorrido a sessão de julgamento designada no dia 30/06/2016, na Comarca de Santa Maria de Jetibá", escreveu ela no despacho.

Foi dado o prazo de 10 dias para que Remi apresente um novo advogado. Caso isso não ocorra, um defensor publico será nomeado para defendê-lo no júri.

Em nota, os promotores de Justiça do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) que atuam junto ao Tribunal do Júri de Vitória lamentaram o adiamento do julgamento dos réus Remi Pereira dos Santos e Gilvana Pires Pereira Tesch.

"Embora o adiamento tenha amparo no código processual, o MPES entende que a sociedade e os familiares cobram a realização de justiça quanto a esse crime bárbaro ocorrido em 2012 em Santa Maria de Jetibá. Assim, avalia que se trata de mais uma manobra patrocinada pela defesa no intuito de postergar o julgamento dos réus, entendendo que o tempo pode arrefecer a memória e carrear dúvidas aos jurados. No entanto, os promotores de Justiça ratificam que as provas juntadas são mais que suficientes para a condenação e têm plena convicção de que os jurados promoverão a verdadeira justiça que o caso requer", disseram.

Relembre

O crime ocorreu em Santa Maria de Jetibá, na região Serrana do Estado, em 10 de outubro de 2012. 

Arnaldo foi morto com facadas nas costas, dentro da fábrica dele, no bairro Córrego do Ouro. Na oportunidade, três homens invadiram a serraria e renderam Arnaldo Tesch e Remi, então sogro do empresário. Os dois foram levados para um local onde as câmeras não tinham alcance.

Segundo o MPES, foi constatada a demora por parte de Remi em prestar socorro ao empresário, que perdeu muito sangue, não havendo chances para salvá-lo.

Além disso, as investigações apontaram que, momentos antes do crime, a viúva sinalizou com uma lanterna para que os três invasores entrassem em ação. Os três homens fugiram após o crime em um dos veículos de Arnaldo Tesch.

A motivação do assassinato, segundo as investigações, foi que Gilvana queria se separar de Arnaldo, mas, como não conseguiu,  convenceu o empresário a fazer seguros de vida com valores altos no nome dela. Na sequência, teria contado com a ajuda do pai para matar o marido, ficando com o dinheiro do seguro.

O seguro seria em torno de R$ 700 mil, segundo a Polícia Civil revelou na época do assassinato.

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