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Jovem é morto a tiros na Ilha do Príncipe

| 03/10/2020 13:40 h

Usando uma camisa da Polícia Civil e um colete à prova de balas, um jovem ainda não identificado foi morto com um tiro na lateral da barriga na madrugada deste sábado (03), na Ilha do Príncipe, em Vitória. Mesmo baleado, ele ainda correu por cerca de 300 metros, em busca de ajuda, mas não resistiu.

O crime aconteceu por volta das 4h30, num cruzamento no morro. Segundo testemunhas, três suspeitos chegaram ao bairro de carro, estacionaram na avenida Jurema Barroso e subiram a pé pela rua Ormantino Röhr.

Os atiradores estariam atrás de um alvo, que não foi encontrado por eles. Assim, dispararam pela rua, e um dos tiros acertou o jovem. Ele desceu pelas rampas do morro e chegou a bater na porta de um comércio, em busca de socorro. Como era de madrugada e o estabelecimento estava fechado, ninguém conseguiu ajudar.

Ainda de acordo com testemunhas, o jovem teria envolvimento com o tráfico de drogas da região e, por isso, estaria usando colete. No entanto, essa informação ainda está sendo apurada pela polícia. Depois do crime, investigadores estiveram no local, mas ninguém do bairro soube passar informações sobre os assassinos.

Pela manhã, moradores ainda lavavam as marcas de sangue que ficaram pelas calçadas.

Na última terça-feira (29), durante a madrugada, um homem também foi morto na Ilha do Príncipe, próximo ao local do assassinato de hoje. Três suspeitos do crime foram presos no mesmo dia: um adolescente de 16 anos e dois jovens de 22 e 23 anos.

Segundo a polícia, a região é de grande interesse para o tráfico de drogas, já que dá acesso à rodoviária, Cariacica e Vila Velha, trazendo muito lucro para os criminosos. Por conta disso, o domínio do bairro acaba criando ataques.

Denúncia

Na última sexta-feira (02), moradores procuraram a reportagem do jornal A Tribuna para relatar que vêm sofrendo ameaças de morte no bairro, vindas de um grupo que tenta retomar o tráfico da região. Um traficante local, líder do grupo, tem sido o bandido que lidera as intimidações.

Quem não obedece às ordens desse líder, ou não ajuda o tráfico de alguma forma quando solicitado, tem a casa invadida, arma apontada para a cabeça, e até é expulso de sua própria casa.

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