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Inspetor penitenciário de Viana é preso por levar entorpecentes para detidos

| 13/10/2020 14:01 h | Atualizado em 13/10/2020, 16:26

Delegacia de  Polícia Civil de Guarapari
Delegacia de Polícia Civil de Guarapari |  Foto: Roberta Bourguignon

Um inspetor penitenciário ligado a uma organização criminosa que traficava entorpecentes para o interior de unidades prisionais do Espírito Santo, foi preso pela Polícia Civil de Guarapari. O inspetor atuava principalmente no Complexo Penitenciário de Viana.

A prisão faz parte da Operação Vade Mecum, deflagrada em setembro pela Delegacia Especializada Narcóticos (Denarc) de Guarapari, que culminou na prisão de sete pessoas relacionados aos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas e corrupção ativa. Duas advogadas e dois internos do sistema prisional estão entre os detidos.

Na época, foram apreendidos computadores, celulares e simulacros de arma de fogo. Um revólver foi encontrado em um dos endereços de uma das advogadas. Em setembro, o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho, destacou.

"Respeitamos muito a Ordem dos Advogados do Brasil, mas infelizmente temos pessoas que atuam para o mal em qualquer profissão. É o caso dessas duas mulheres, que se aproveitavam de uma prerrogativa para cometer crimes graves. Só tenho que parabenizar a Polícia Civil, pela investigação, e dar todo o apoio e suporte para que possamos impedir esse tipo de situação. O Estado não pode ser prejudicado por quem utiliza um benefício em favor de criminosos".

Segundo o titular da Denarc, delegado Guilherme Eugenio, as investigações duraram seis meses. “As advogadas aliciavam servidores públicos em troca de propina. Um desses servidores não aceitou a proposta e avisou a direção da unidade que nos procurou no final do primeiro trimestre. Durante as investigações, encontramos indícios de que uma organização criminosa estaria promovendo a inserção de drogas na unidade e praticando crimes correlatos. Conseguimos identificar os membros dessa organização que culminou nas prisões de hoje”, disse.

O delegado contou também que as advogadas se valiam de suas prerrogativas para entrarem no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari sem serem revistadas. “Elas levavam as drogas para a unidade. As investigações revelaram que essa organização fornecia drogas para outras unidades prisionais”, afirmou.

Durante as buscas, foram apreendidos diversos bilhetes com anotações que as advogadas levavam e traziam para os internos. “Além das drogas, elas também promoviam a comunicação dos internos como o mundo exterior, transmitindo todo tipo de ordem. E elas faziam isso com bastante desenvoltura, chegando a promover verdadeiras reuniões entre os internos”, revelou o responsável pela operação.

A Operação conta com apoio da 1ª Delegacia Regional de Vitória, da 5ª Delegacia Regional de Guarapari e equipe de k9 da Secretaria da Justiça (Sejus) e é acompanhada pela Comissão de Defesa de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil-ES.

Mais detalhes da operação que prendeu o inspetor penitenciário na sexta-feira, serão repassadas à imprensa na tarde desta terça-feira.

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