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"Foi uma covardia", diz irmã de homem negro morto a tiros por sargento

O vizinho alegou ter atirado após confundir o morador, negro, com um ladrão

Agência Folhapress | 04/02/2022 13:34 h

A vítima Durval Teófilo, de 38 anos |
A vítima Durval Teófilo, de 38 anos | |  Foto: Reprodução/Facebook
  

A irmã de Durval Teófilo, de 38 anos, morto na noite de quarta-feira (2) na entrada do condomínio onde morava, em São Gonçalo (RJ), afirmou que os disparos feitos por um vizinho contra o homem foram um ato de "covardia".

A vítima foi atingida por tiros, no abdômen e na perna, disparados por um vizinho que alegou ter agido após confundir o morador, negro, com um ladrão.

"O que aconteceu foi uma covardia, porque meu irmão era trabalhador. Meu irmão nunca encostou em nada de ninguém, ele sempre saiu de casa cedo. Minha mãe criou três filhos sozinha e nenhum seguiu vida errada. Ele era o único irmão que eu tinha e acontece um negócio desses, ele tira a vida do meu irmão. Aí vai dizer que é legítima defesa? Não tem como, meu irmão não tinha arma, ele veio do trabalho", defendeu Fabiana Teófilo em entrevista à TV Globo, no Rio de Janeiro.

Durval, que trabalhava em uma rede de supermercados, foi morto enquanto tentava abrir o portão do condomínio, onde morava há 12 anos, após sair da Comunidade do Capote. O vizinho responsável pelos tiros é o sargento da Marinha Aurélio Alves Bezerra.

Ele foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar e foi preso em flagrante no Hospital Alberto Torres, para onde levou a vítima após perceber o engano.

Aurélio foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, onde foi estipulada uma fiança de R$ 120 mil para sua liberação. Sem o pagamento do valor até a noite de quinta, ele foi transferido para um quartel militar, onde continua detido.

A vítima, Durval, deixa uma filha de 6 anos e a mulher, Luziane Teófilo, com quem era casado há 13 anos. Ela disse acreditar que os tiros contra o marido foram motivados pelo fato de a vítima ser negra.

"Ele era uma pessoa querida por todo mundo, aqui todo mundo conhece ele. E a gente vai lutar por Justiça. Ouvindo a fala do delegado e o que os vizinhos estão falando para mim eu tenho certeza que isso aconteceu porque ele era preto, porque mesmo ele falando que era morador do condomínio o vizinho não quis saber. Para mim, foi racismo, sim", declarou à TV Globo carioca.

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