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Família do jogador Lincoln é acusada de antissocial em condomínio na Serra

Segundo Lincoln, capixaba ex-atacante do Flamengo, familiares têm sofrido preconceito social e racial em condomínio de luxo

Rafael Gomes | 09/02/2022 10:59 h | Atualizado em 09/02/2022, 11:11

O jogador Lincoln no Estado e em um dos jogos que participou pelo Flamengo |
O jogador Lincoln no Estado e em um dos jogos que participou pelo Flamengo | |  Foto: Dayana Souza/AT - 24/12/2019 | Marcelo Cortes/Flamengo
 

O jogador de futebol Lincoln e sua família estão sendo acusados de atos antissociais em um condomínio de luxo na Serra. O atleta diz que as acusações são injustas e que sua família está sendo perseguida, sofrendo preconceito social e racial.

De origem simples, nascido e criado no bairro Feu Rosa, também na Serra, Lincoln Corrêa  tem 21 anos e é uma das promessas do futebol brasileiro, tendo passagem pelo Flamengo e pela base da Seleção. Atualmente, ele mora no Japão, onde atua no Vissel Kobe.

Em 2021, quando jogava no Flamengo, o atacante comprou para a família uma casa em um condomínio luxuoso no bairro Parque da Lagoa, na Serra. Os problemas com os outros moradores começaram no mesmo ano.

No dia 27 de dezembro, uma festa de despedida para o jogador, que estava retornando ao Japão, terminou em confusão e com a presença da polícia. Vizinhos teriam ficado incomodados com o barulho e acionaram a PM. 

Após a chegada dos policiais, representantes da associação de moradores do condomínio discutiram com  familiares do atleta, e a PM precisou usar spray de pimenta para conter a confusão.

“Não é comum a polícia ser acionada por conta de barulho. Isso não acontece em outras festas do mesmo condomínio. O procedimento é aplicar medidas administrativas, como notificações e multas. Caso a situação continue, acionar o Disque Silêncio. A verdade é que a família sofre perseguição, pois ela é de Feu Rosa e os visitantes são pessoas negras oriundas do mesmo bairro. O Lincoln e sua família estão sofrendo preconceito social e racial”, afirmou a advogada da família, Leidiane Malini. 

O condomínio abriu  processo interno acusando a família de atos antissociais. O Código Civil diz que “condôminos antissociais” são aqueles que, por seus comportamentos, se tornam incompatíveis com a convivência no local.

A lei determina a aplicação de multa, mas o processo administrativo, muitas vezes, é utilizado como base na Justiça para o afastamento dos moradores. A advogada diz que a acusação não tem embasamento e que o Disque Silêncio nunca foi acionado para medir o barulho, que sempre esteve dentro do normal, segundo ela. 

Diante disso, a família vai ingressar com uma ação na Justiça contra o condomínio e o presidente da associação de moradores, pedindo reparação por danos morais. 

Confira a entrevista completa com o jogador na edição do Jornal A Tribuna desta quarta-feira (9).

OUTRO LADO

Sem manifestação

Procurada pela reportagem, a associação de moradores que representa o condomínio, através do gestor, afirmou que não vai se manifestar sobre o assunto.


Conflito deve ir para a Justiça


Condôminos antissociais (acusação do condomínio)

- De acordo com o Código Civil, condôminos antissociais são aqueles que, por seus comportamentos, se tornam incompatíveis com a convivência em coletividade; 

- A lei prevê para esses condôminos a possibilidade de aplicação de multa no valor de dez cotas condominiais;

- Muitas vezes, esse tipo de processo administrativo é utilizado como base para ações judiciais que pedem o afastamento do morador;

- O processo administrativo foi aberto por conta das reclamações envolvendo barulho.

Danos morais (acusação da família)

- Os danos morais são aqueles que ferem o interior da pessoa, seu psicológico, honra e intimidade;

- A advogada da família alega que Lincoln e sua família estão sofrendo preconceito social e racial no condomínio de luxo, já que vieram de bairro de periferia e os visitantes são pessoas negras e do mesmo bairro. 

Fonte: Pesquisa A Tribuna.

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