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Família de Milena Gottardi acredita na condenação do ex-marido e envolvidos no crime

| 20/08/2021 12:43 h | Atualizado em 20/08/2021, 14:06

Familiares de Milena Gottardi com os advogados
Familiares de Milena Gottardi com os advogados |  Foto: Júlia Afonso
O julgamento do assassinato da médica Milena Gottardi, ocorrido em setembro de 2017, começa na segunda-feira (23) e familiares da vítima acreditam na condenção dos acusados do crime.

Em entrevista coletiva na manhã desta sexta (20), o advogado Renan Sales disse que "em razão de tudo produzido durante inquérito e ação, não temos dúvida alguma de que os seis réus vão ser rigorosamente punidos. É muita prova no processo, testemunhais e técnicas”.

Os advogados Naiara Loureiro e Thiago Oliveira, o irmão da médica, Douglas Gottardi, a mãe, Zilca Maria Gottardi Tonini, a prima Sinthia Gottardi e o tio José Geraldo Gottardi também estiveram na entrevista.

“A gente espera tanto esse júri para ter um pouco mais de sossego, viver um pouco mais tranquilos. Quanto mais ficarem presos, é o tempo da gente viver mais tranquilo e a certeza deles serem punidos pela brutalidade que fizeram com minha irmã”, afirmou Douglas.

Já a mãe de Milena disse que “todos nós estamos com uma expectativa muito grande porque realmente vai acontecer aquilo que queríamos há mais tempo. A gente sente que está chegando a justiça”.

Relembre o caso

A médica Milena Tonini Gottardi foi morta a tiros na noite de 14 de setembro de 2017. Ela deixava o Hospital das Clínicas, em Vitória, após um dia de plantão e seguia para o carro acompanhada de uma amiga, quando foi assassinada no estacionamento. Ela foi atingida com dois tiros na cabeça e um na perna.

As investigações mostraram que seis pessoas teriam envolvimento no crime. O ex-policial civil Hilário Frasson era marido de Milena Gottardi e é apontado como um dos mandantes do crime, tramado dois meses antes de ser executado. Os dois estavam juntos há 20 anos.

Médica assassinada
Médica assassinada |  Foto: Reprodução/Facebook

O outro mandante seria Esperidião Carlos Frasson, pai de Hilário. Segundo a polícia, ele cobrava dos intermediários que o crime fosse concretizado.

Hilário foi preso uma semana após o crime. As investigações apontaram algumas contradições nos depoimentos dos acusados e também alguns fatos, como uma carta escrita por Milena, na qual ela diz se sentir medo pelo pedido de separação. O documento foi registrado em cartório por ela.

Hilário também foi alvo de processo na Corregedoria da Polícia Civil e acabou expulso da corporação por conta do assassinato de Milena.

Entenda a participação de cada um

O inquérito policial aponta Hilário e o pai, Esperidião, como os mandantes do assassinato da médica Milena Tonini Gottardi. Para executar o crime, Hilário teria entrado em contato com Valcir da Silva.

As investigações apontam que Valcir como um dos intermediários responsável pela contratação de Dionathas. Ele estava dentro do Gol cinza, que era dele, no local do crime, juntamente com Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho.

Segundo a polícia, Judinho também estaria dentro de um Gol cinza no local do crime e teria escondido, antes e depois, a moto usada pelo executor Dionathas Alves Vieira.

Dionathas é carpinteiro e segundo a polícia, atirou em Milena. Em depoimento, Dionathas diz que receberia R$ 2 mil pelo “serviço”. A testemunha que estava com Milena no momento reconheceu Dionathas como atirador.

O último réu no caso é Bruno Broetto. Segundo a políca, ele “conseguiu” a moto para ser usada por Dionathas Alves no dia do crime. Ao adolescente que roubou a moto, ele teria prometido R$ 1.500. Bruno sabia que a moto seria usada em um homicídio, diz o inquérito.
 

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