Família acusada de liderar quadrilha de imigração ilegal
Família de Minas Gerais é investigada por enviar, de maneira ilegal, 669 brasileiros para os Estados Unidos através do México
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A operação contra o contrabando de brasileiros teve 14 mandados de busca e apreensão cumpridos, incluindo 11 em Governador Valadares, além de dois mandados no Espírito Santo e um no Distrito Federal.
A Polícia Federal informou que também cumpriu 11 medidas cautelares, como a apreensão de passaportes, e o sequestro de bens que pode chegar a até R$ 43 milhões, com bloqueio de contas bancárias.
Segundo as investigações, o grupo era responsável pelo agenciamento de brasileiros, que eram encaminhados para os EUA via México.
Além disso, a organização também contava com núcleos especializados na captação de migrantes, na compra de passagens aéreas, reservas de hotéis, falsificação de documentos públicos e na criação de contas bancárias em nome de terceiros para o recebimento de valores provenientes das vítimas.
Pelo material apreendido pela Polícia Federal, estima-se que mais de 1.500 pessoas, entre maiores e menores de idade, sejam identificadas como vítimas da organização criminosa.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de participação em organização criminosa, promoção de migração ilegal, envio irregular de crianças ou adolescentes para o exterior, falsificação de documentos públicos e uso de documentos falsificados.
A coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Marina Bernardes, destacou a gravidade do crime.
“O contrabando de migrantes é um crime grave que coloca milhares de pessoas em perigo, explorando sua vulnerabilidade e cobrando altos valores para atravessar fronteiras de forma ilegal. Muitas vezes, os migrantes são expostos a violências, condições desumanas e até risco de morte”, disse.
Além de violar leis nacionais e internacionais, completa Marina, esse tipo de ação está ligada a redes que também praticam tráfico de pessoas e outras atividades ilícitas.
Entenda o esquema
Operação
Foi deflagrada ontem pela Polícia Federal a operação Siblings, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no contrabando de brasileiros para os Estados Unidos.
Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão.
Do total, 11 foram cumpridos em Governador Valadares, dois no Espírito Santo e um no Distrito Federal.
Além disso, foram cumpridas 11 medidas cautelares diversas de prisão, como a apreensão de passaportes, e o sequestro de bens que pode chegar a até 43 milhões de reais, com o bloqueio de contas bancárias.
Como grupo atuava
As investigações revelaram que o grupo criminoso, liderado por uma família em Governador Valadares, era responsável pelo agenciamento de 669 brasileiros, que eram encaminhados para os EUA via México.
A organização também contava com núcleos especializados na captação de migrantes, na compra de passagens aéreas, reservas de hotéis, falsificação de documentos públicos e na criação de contas bancárias em nome de terceiros para o recebimento de valores provenientes das vítimas.
com a análise do material apreendido, estima-se que mais de 1.500 pessoas, entre maiores e menores de idade, sejam identificadas como vítimas da organização criminosa.
Crimes
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de participação em organização criminosa, promoção de migração ilegal, envio irregular de crianças ou adolescentes para o exterior, falsificação de documentos públicos e uso de documentos falsificados.
Denúncias
Para fazer denúncias anônimas, é possível acessar alguns canais, tais como o Disque 100 (para violações de direitos humanos, de crianças e de adolescentes) e o Ligue 180 (para violações contra mulheres e meninas).
Saiba mais
Contrabando de migrantes
É um crime que envolve a obtenção de benefícios financeiros ou materiais para facilitar a entrada irregular de uma pessoa em um país de que não seja nacional ou em que não resida, ou a sua saída de um país de que não tenha autorização ou documento para sair.
O crime de contrabando de migrantes prevê pena de dois a cinco anos e multa. A pena é aumentada em até um terço se o crime é cometido com violência; ou se a vítima é submetida a condição degradante.
Nesse caso, quem responde por ele é o contrabandista, não o migrante.
Contrabando de migrantes e tráfico de pessoas
A diferença entre os crimes é que o tráfico de pessoas refere-se à comercialização de seres humanos com a finalidade de exploração sexual, trabalho em condições análogas à de escravo; remoção de órgãos; adoção ilegal; entre outros.
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