Disputa por tráfico de drogas motivou assassinato em Vila Velha, conclui polícia
Vítima estava atuando como gerente do tráfico e foi atacado por membros de facção rival
A Polícia Civil divulgou, nesta terça-feira (20), detalhes sobre a conclusão do inquérito que apurava o homicídio de João Pedro Roberto, de 29 anos, ocorrido no dia 20 de novembro de 2024, no bairro Primeiro de Maio, em Vila Velha.
Investigações mostraram que o jovem foi assassinado a tiros em razão das disputas pelo controle do tráfico de drogas na região da “Grande Santa Rita”. A vítima estaria atuando como gerente do tráfico de drogas na região do Pingo D’agua, comandada pela organização criminosa PCV, e foi morto por traficantes rivais, da facção TCP.
Dois homens foram identificados como autores do crime. Carlos Flavio dos Santos, de 27 anos, foi preso e Charlles Alves de Azevedo, de 24 anos, é considerado foragido.
De acordo com informações do delegado Cleudes Júnior, adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Vila Velha, a motivação para o crime começou depois que um traficante conhecido como Stanley saiu da facção TCP e passou a integrar o PCV, o que gerou alguns conflitos entre as duas organizações criminosas.
A vítima, João, era originalmente do TCP e após essas confusões passou a integrar o PCV, atuando como gerente e ganhando destaque no tráfico. Na ocasião do crime, ele passava de bicicleta próximo a um local onde estavam integrantes do TCP, quando foi surpreendido por dois indivíduos.
Um deles, Charles, realizou os disparos contra a vítima, que caiu no chão, teve sua própria arma retirada e foi novamente baleada. Após o crime, os dois envolvidos fugiram do local.
"Nós iniciamos as investigações e conseguimos chegar nesses dois autores. O "Charlinho" já é um criminoso bem conhecido da região de Vila Velha, inclusive ele já estava com um mandado de prisão preventiva decretada em razão do homicídio de Luan Fernandes, que aconteceu no dia 10 de janeiro de 2025, no bairro Rio Marinho", contou o delegado.
Segundo Cleudes, o outro envolvido, Carlos Flavio, também é um criminoso conhecido da região. "Ele veio do estado de Minas Gerais para cá, já foi preso em Minas Gerais, por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas, e estava atuando no tráfico junto com os outros traficantes do TCP", detalhou.
A polícia representou pela prisão preventiva de Carlos Flavio e de Charles. No dia 27 de dezembro de 2025, Carlos Flavio foi preso, próximo de onde aconteceu o homicídio. Já Charles continua foragido.
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