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Defesa pede para acusado de atirar em Milena Gottardi fique longe de réus em júri

| 19/08/2021 18:40 h | Atualizado em 19/08/2021, 20:31

Dionathas é acusado de balear a médica Milena Gottardi na cabeça.
Dionathas é acusado de balear a médica Milena Gottardi na cabeça. |  Foto: Divulgação PC
A defesa de Dhionatas Alves Vieira, acusado de atirar na médica Milena Tonini Gottardi, de 38 anos, protocolou pedido à Justiça para que o réu não tenha contato do ex-marido da vítima e apontado como mandante do crime, o ex-policial civil Hilário Frasson, durante o júri popular, que começa na próxima segunda-feira (23).

De acordo com o advogado Leonardo da Rocha de Souza, que defende Dhionatas, a petição foi incluída nos autos do processo nesta quinta-feira (19).

O pedido também vale para Bruno Rodrigues Broetto, que é apontado como o responsável por conseguir a moto utilizada pelo atirador no crime, e também é defendido no processo por Leonardo.

"Pedi ao juiz que garantisse a integridade física e moral deles. Para que sejam conduzidos em viaturas separadas dos outros acusados e sejam colocados, no fórum, em locais separados também para que eles não sofram nenhum tipo de coação dos demais acusados ou outras pessoas, como já aconteceu nas audiências passadas. Já aconteceu tentativa de coação em outras audiências, com propostas. Eles têm consciência de que estão mexendo com pessoas poderosas e perigosas", explicou o advogado.

Os dois estão presos provisoriamente no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari.

O advogado relata que nesta sexta-feira (20) vai até o presídio para conversar com Dhionatas, mas que a estratégia será falar a verdade durante o julgamento. 

Já no caso de Bruno, o defensor afirma que vai tentar provar que ele não tem participação no crime. 

"O maior desafio é evitar o julgamento do combo, do pacote. Individualizar a conduta dele e mostrar aos jurados que, diferentemente do que afirma a acusação,  não há qualquer elemento que possa levar a uma consciência, segura e firme, livre de qualquer dúvida de que ele [Bruno] tenha participado desse crime", declarou Leonardo.

O júri popular dos seis acusados de participação no assassinato da médica Milena Gottardi está marcado para as 9 horas, de segunda-feira (23), no Fórum José Mathias de Almeida Netto, no centro de Vitória.

Advogado da família de Milena espera condenação 

O advogado da família de Milena Tonini Gottardi, Renan Sales, que no júri popular será o assistente de acusação junto ao Ministério Público do Estado, afirmou que pelas provas produzidas durante todo o procedimento penal, não tem dúvidas de que os seis réus são, de fato, os responsáveis pelo feminicídio que vitimou a médica.

"Esperamos um julgamento sereno e tranquilo, sendo, ao final, todos os acusados devidamente condenados. Não esperamos nada menos do que 30 anos de reclusão", afirmou.

Sales ainda analisou que, em todo esse período que precedeu o julgamento, foram vivenciadas várias tentativas dos réus em tumultuar o processo.

"Tentou-se afastar o juiz, deslocar o processo para outra comarca diante de uma alegação, completamente infundada, de parcialidade dos jurados de Vitória, dentre outras medidas meramente protelatórias. Felizmente, tudo negado pelo Poder Judiciário capixaba que, diga-se de passagem, deu exemplo".

A condenação, trará um pouco de alento para família e fará justiça no caso concreto, segundo ele. "Além disto, servirá como medida pedagógica para desestimular outros crimes contra mulher. Necessário que fique claro que atos covardes não compensam", finalizou.

Relembre

Médica assassinada
Médica assassinada |  Foto: Reprodução/Facebook
A médica Milena Tonini Gottardi foi morta a tiros na noite de 14 de setembro de 2017. Ela deixava o Hospital das Clínicas, em Vitória, após um dia de plantão e seguia para o carro acompanhada de uma amiga, quando foi assassinada no estacionamento. Ela foi atingida com dois tiros na cabeça e um na perna.

As investigações mostraram que seis pessoas teriam envolvimento no crime. O ex-policial civil Hilário Frasson era marido de Milena Gottardi e é apontado como um dos mandantes do crime, tramado dois meses antes de ser executado. Os dois estavam juntos há 20 anos.

O outro mandante seria Esperidião Carlos Frasson, pai de Hilário. Segundo a polícia, ele cobrava dos intermediários que o crime fosse concretizado.

Hilário foi preso uma semana após o crime. As investigações apontaram algumas contradições nos depoimentos dos acusados e também alguns fatos, como uma carta escrita por Milena, na qual ela diz se sentir medo pelo pedido de separação. O documento foi registrado em cartório por ela.  

Hilário também foi alvo de processo na Corregedoria da Polícia Civil e acabou expulso da corporação por conta do assassinato de Milena. 

Entenda a participação de cada um

Imagem ilustrativa da imagem Defesa pede para acusado de atirar em Milena Gottardi fique longe de réus em júri

O inquérito policial aponta Hilário e o pai, Esperidião, como os mandantes do assassinato da médica Milena Tonini Gottardi. Para executar o crime, Hilário teria entrado em contato com Valcir da Silva.

As investigações apontam que Valcir como um dos intermediários responsável pela contratação de Dionathas. Ele estava dentro do Gol cinza, que era dele, no local do crime, juntamente com Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho.

Segundo a polícia, Judinho também estaria dentro de um Gol cinza no local do crime e teria escondido, antes e depois, a moto usada pelo executor Dionathas Alves Vieira.

Dionathas é carpinteiro e segundo a polícia, atirou em Milena. Em
depoimento, Dionathas diz que receberia R$ 2 mil pelo “serviço”. A testemunha que estava com Milena no momento reconheceu Dionathas como atirador. 

O último réu no caso é Bruno Broetto. Segundo a políca, ele “conseguiu” a moto para ser usada por Dionathas Alves no dia do crime. Ao adolescente que roubou a moto, ele teria prometido R$ 1.500. Bruno sabia que a moto seria usada em um homicídio, diz o inquérito.

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