Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Defesa de assassino de Gerson Camata vai recorrer de condenação

| 04/08/2021 17:28 h | Atualizado em 04/08/2021, 18:01

Marcos Venicio Moreira Andrade, 66, confessou que matou o ex-governador Gerson Camata
Marcos Venicio Moreira Andrade, 66, confessou que matou o ex-governador Gerson Camata |  Foto: Divulgação / PCES

Minutos após a leitura da sentença que condenou o ex-assessor Marcos Venício Moreira Andrade, de 69 anos, a 28 anos de prisão pelo assassinato do ex-governador Gerson Camata, o advogado Homero Mafra, que defende o réu no processo, já anunciou que vai recorrer da decisão. 

O julgamento teve início na terça-feira (3) e terminou na tarde desta quarta-feira (4), após o júri popular formado por sete jurados entender que Marcos Venício, que era réu confesso, tinha a intenção de matar Camata e premeditou o crime. 

Homero Mafra disse que vai recorrer da decisão
Homero Mafra disse que vai recorrer da decisão |  Foto: Kananda Natielly
O juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória, Marcos Pereira Sanches, condenou o ex-assessor a 28 anos de prisão, inicialmente, em regime fechado pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. 

Já na saída do Fórum Criminal José Mathias de Almeida Netto, no Centro de Vitória. Mafra anunciou que vai recorrer da decisão e irá apresentar os argumentos do recurso ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).

"A defesa entende que a pena foi alta demais", afirmou Mafra. 

O advogado destacou que o julgamento transcorreu em tranquilidade, com respeito entre as partes e debate em alto nível. "O réu permanece preso pela decisão. Vamos estudar a possibilidade de verificar um eventual recurso para que ele fique em liberdade", informou Mafra.

Além da condenação a 28 anos de prisão, Marcos Venício ainda vai ter que pagar uma indenização de R$ 200 mil à família do ex-governador por danos morais.

Sobre esse pagamento, o advogado de defesa do réu disse acreditar que  ele  não tem condições de arcar com o valor, mas que isso é algo secundário, mas que também deve ser colocado no recurso.

Renan Salles
Renan Salles |  Foto: Kananda Natielly
O advogado da família de Gerson Camata, Renan Sales, avaliou que o jurados julgaram exatamente que todas as provas colhidas no processo não deixavam dúvidas que o homicídio foi praticado de forma premeditada.

"Não há dúvida nenhuma de que o homicídio foi praticado de uma forma covarde, premeditada e de que o réu queria realmente matar a vítima. Hoje, mais uma vez, a sociedade, por meio dos sete jurados, se fez justiça e puniu da forma como deve punir alguém que tira a vida de seu semelhante", analisou Sales.

Para o promotor de Justiça do Ministério Público, Leonardo Augusto Cesar, os jurados foram justos, inteligentes e atentos para fazer justiça à família da vítima.

Ficamos felizes em tê-lo como nosso leitor! Assine para continuar aproveitando nossos conteúdos exclusivos: Assinar Já é assinante? Acesse para fazer login

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em um de nossos grupos de Whatsapp

MATÉRIAS RELACIONADAS