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Crime em Vargem Alta: morte de jovem seria paga em 2 parcelas de R$ 1.500

| 18/12/2019 13:13 h | Atualizado em 19/12/2019, 17:18

Thamires Lorençoni tinha três filhos pequenos
Thamires Lorençoni tinha três filhos pequenos |  Foto: Reprodução / Redes Sociais
Acusadas de terem encomendado a morte da agricultora Thamires Lorençoni Mendes, de 26 anos, a comerciante Sulamita Almeida, a Sula, 42, madrasta do marido de Thamires, e sua filha, Flávia Almeida Silva, 18, irmã de criação do rapaz, iriam pagar R$ 3 mil pelo serviço.

O executor é apontado pela polícia como um amigo delas, morador do bairro Novo Parque, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado. O preço pela vida da vítima foi parcelado em duas vezes.

As informações foram divulgadas ontem pelo delegado de Vargem Alta, Rafael Amaral Ferreira, que também divulgou fotos do homem acusado de efetuar os três tiros que mataram a agricultora. Wilson Roberto Barcelos Gomes, 36, conhecido como Negão Chaquila, procurado pela polícia.

Thamires era moradora de Vargem Alta, assim como o marido e as acusadas. Ela foi morta com tiros na cabeça, no peito e nas costas, no último dia 30 de novembro. A vítima seguia com o marido em um caminhão pela rodovia ES-164, com destino a Vargem Alta, quando foram abordados por dois criminosos em uma Saveiro.

De acordo com o marido, a suspeita inicial era que fosse um assalto. Thamires, que estava dormindo, acordou, pegou o pote com o dinheiro da venda de verduras e entregou a um dos criminosos, que foi direto até a janela da vítima. Ele mandou que ela descesse, a puxou pela camisa e a executou.

De acordo com o delegado, Negão Chaquila e Flávia teriam combinado o preço da execução no bairro Village da Luz. Pelo serviço, a jovem pagaria R$ 1,5 mil adiantado e mais R$ 1,5 mil quando o serviço fosse concluído.

Mas o executor não recebei a segunda parte do dinheiro. É que, no dia 5 de dezembro, Sula e Flávia foram presas e indiciadas como mandantes no crime. As duas estão presas no Centro Prisional Feminino de Cachoeiro.

Ainda de acordo com o delegado, policiais chegaram a fazer buscas na casa do acusado, mas ele não foi encontrado.

Quem tiver qualquer informação possa ajudar a localizá-lo pode ligar para o Disque Denúncia 181 ou para o telefone 190. A polícia também busca informações sobre o motorista do Saveiro, cujo nome não foi divulgado.

Wilson Roberto Barcelos Gomes, conhecido como Negão Chaquila
Wilson Roberto Barcelos Gomes, conhecido como Negão Chaquila |  Foto: Divulgação/ PCES

Histórico de assaltos e prazo vencido para punição

O acusado de executar a agricultora Thamires Lorençoni Mendes, de 26 anos, com três tiros, Wilson Roberto Barcelos Gomes, 36, mais conhecido como Negão Chaquila, tem passagens na polícia por roubo em ônibus, segundo o delegado de Vargem Alta, Rafael Amaral Ferreira.

Três roubos em um período de três meses foram atribuídos ao acusado. O primeiro crime foi cometido no dia 22 de março de 2003, quando ele tinha 20 anos.

Usando uma garrucha, Chaquila rendeu o cobrador de um ônibus e levou o relógio da vítima e R$ 300. Ele também pegou R$ 200 de um passageiro. No dia 18 de abril do mesmo ano, Chaquila realizou outro assalto. Ele levou R$ 216 de um cobrador e dinheiro e objetos de valor de passageiros.

O terceiro crime ocorreu no mês seguinte, quando Chaquila roubou R$ 230. Todos os assaltos foram cometidos no bairro onde o suspeito mora, Novo Parque, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado.

No entanto, apesar do acusado confessar os crimes e de ter sido identificado pelas testemunhas do assalto, a Justiça declarou prescrição da pena e julgou extinta a punibilidade após oito anos de julgamento do caso.

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