X

Olá, faça o seu cadastro para ter acesso a este conteúdo

*Você não será cobrado

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Colecionador de armas reage a assalto e atira em 2 suspeitos

Os policiais civis que registraram ocorrência consideram que o marceneiro agiu em legítima defesa

Rogério Pagnan e Cristina Camargo, da Agência Folhapress | 19/07/2022 17:14 h

Um suspeito morreu e outro ficou gravemente ferido após um colecionador de armas, registrado no Exército, reagir a uma tentativa de assalto a um restaurante no Bom Retiro, região central de São Paulo, na noite desta segunda (18). Não houve mais feridos.

O atirador, um marceneiro de 34 anos, tem documentação da pistola 9 mm legalizada e o porte de trânsito válido até 2024. Com o documento, ele pode transportar uma arma municiada até um clube de tiro - e apenas nesse trajeto.

Os policiais civis que registraram ocorrência consideram que o marceneiro, embora não tenha porte de arma, agiu em legítima defesa e utilizou os meios necessários para se proteger. Entenderam, assim, que não havia necessidade da prisão em flagrante do CAC (sigla para colecionador, atirador desportivo e caçador).

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o marceneiro ainda pode, porém, responder por algum crime caso o Ministério Público entenda que houve alguma irregularidade ou excesso na ação.

No final de junho, a Polícia Civil prendeu em flagrante, por porte ilegal de arma, um comerciante de Jundiaí (a 58 km de São Paulo) que, no retorno de uma pizzaria, reagiu a um assalto e matou um suspeito. O delegado considerou ter havido legítima defesa, mas decretou a prisão por considerar que o atirador desportivo não poderia andar com a pistola carregada dentro do carro, a não ser no trajeto do clube de tiro.

A prisão foi anulada por um juiz no plantão judicial. Especialistas ouvidos pela reportagem consideram o caso um exemplo da insegurança jurídica sobre armas causada pela série de atos normativos publicados pelo governo Bolsonaro.

Sobre a reação do CAC na região central de São Paulo, a polícia diz que três homens armados entraram no restaurante, próximo a na rua Prates, por volta das 19h, quando o estabelecimento se preparava para encerrar o atendimento. A polícia investiga a participação de outros criminosos.

Um vizinho, percebendo a movimentação estranha, ligou para o marceneiro. A casa dele é separada por um muro do restaurante, cujos fundos dão para uma rua fechada.

Conforme contou à polícia, o marceneiro pensou, inicialmente, se tratar de uma invasão à própria casa. Pegou a arma e foi averiguar.

Na rua, segundo disse à polícia, percebeu dois suspeitos na porta da casa do dono do restaurante, que estava rendido, e tentou se aproximar. Caminhou na direção deles, quando um dos suspeitos apontou uma arma.

O marceneiro levantou as mãos e fingiu não compreender a ordem dada para que entrasse no restaurante -onde havia um terceiro criminoso com oito reféns, entre eles uma criança de quatro anos.

O homem reagiu e atirou na direção dos homens, dando início a uma troca de tiros em que os dois assaltantes ficaram feridos. Um deles não resistiu.

A Polícia Militar chegou em seguida e deu início às negociações para que o outro assaltante soltasse os reféns. A tratativa durou cerca de uma hora e meia e terminou quando os PMs conseguiram levar até o local a mulher do assaltante.

De acordo com a Polícia Civil, os dois sobreviventes foram presos em flagrante. Todos tinham passagem pela polícia, e um deles era foragido da Justiça.

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em um de nossos grupos de Whatsapp

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em nosso grupo do Telegram

MATÉRIAS RELACIONADAS