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Brasileiro é condenado por crimes sexuais na Inglaterra

Dois homens acordaram nus na casa de Luiz da Silva Neto sem saber o que ocorreu. Polícia acredita que ele pode ter feito outras vítimas

Jornal A Tribuna | 16/07/2022 08:38 h

Silva Neto,    chamado pela mídia inglesa de predador brasileiro, foi condenado a 22 anos de prisão no Reino Unido
Silva Neto, chamado pela mídia inglesa de predador brasileiro, foi condenado a 22 anos de prisão no Reino Unido |  Foto: Divulgação/ BBC
 

Um brasileiro que drogou dois homens para praticar atos sexuais foi condenado a 22 anos de prisão no Reino Unido. Luiz da Silva Neto, de 36 anos, cometeu o primeiro crime em novembro do ano passado e o segundo no mês seguinte em uma casa em Oxfordshire, no sudeste da Inglaterra.

Ambas as vítimas acordaram nuas no local e sem saber o que havia acontecido, segundo a Justiça inglesa. Uma delas declarou que, apesar de traumatizada, estava feliz em ajudar a “proteger outras pessoas desse monstro”.

A polícia informou considerar a hipótese de que Silva Neto possa ter cometido mais crimes e fez um apelo para que possíveis vítimas procurem as autoridades.  “Estamos mantendo a mente aberta quanto a essa possibilidade”, informou a polícia à BBC News Brasil. 

A nacionalidade de Silva Neto foi confirmada polícia de Thames Valley, que investiga o caso. “Por causa das investigações, não podemos, neste momento, confirmar se outras vítimas se apresentaram”, informou a polícia.

Durante o julgamento, a promotoria disse que Silva Neto misturou as bebidas de suas vítimas com drogas como GHB (chamado de ectasy líquido), GHL ou outra substância similar. O promotor Matthew Walsh as descreveu como um “afrodisíaco”, que pode ter “efeitos eufóricos e alucinógenos”.

Ambos são incolores, inodoros e se dissolvem em líquidos. Difíceis de detectar, as drogas são absorvidas pelo organismo de forma rápida. À polícia, Silva Neto disse que todo contato sexual que teve com os dois homens foi consensual, tese rebatida pela promotoria.

“Silva Neto atacou deliberadamente homens heterossexuais, pois ele acreditava ser menos provável que eles denunciariam os crimes à polícia, mas ele estava errado”, disse Holden-White.

O juiz Michael Gledhill descreveu Silva Neto como “predador sexual” e disse que uma das vítimas ficou “completamente traumatizada”.

Já o inspetor James Holden-White, da Polícia de Thames Valley, responsável pelo caso, descreveu o brasileiro como um “homem muito perigoso, que usou um “modus operandi muito hábil e as ruas agora são um lugar muito mais seguro com ele atrás das grades”.

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