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Bandido misturou remédio no café para dopar e matar vendedor

Acusado colocou um ansiolítico para dopar João Paulo Alves. Depois deu 9 facadas no pescoço da vítima e roubou roupas e celular

Júlia Afonso, do jornal A Tribuna | 15/02/2022 16:13 h

Delegados da Polícia Civil revelaram detalhes do assassinato de João Paulo e da prisão do suspeito
Delegados da Polícia Civil revelaram detalhes do assassinato de João Paulo e da prisão do suspeito |  Foto: Fábio Nunes/AT
 

Preso por matar o vendedor João Paulo Alves da Silva, 40 anos, na Serra, o acusado do assassinato explicou em detalhes como cometeu o crime: amassou comprimidos de um ansiolítico, misturou no café e ofereceu para a vítima, que dormiu minutos depois. Dopado, o homem foi morto com nove facadas no pescoço.

Após o crime, o assassino, de 26 anos, roubou todas as roupas da vítima, celular, botija de gás, televisão e computador. Ele ainda conseguiu fazer um empréstimo pelo celular do vendedor, em um banco virtual, e pegou R$ 18 mil no nome de João Paulo. 

O latrocínio aconteceu no dia 1º de fevereiro, na casa do vendedor, em Serra Dourada II. Depois de sair do local com os itens roubados, o criminoso, que não teve o nome divulgado, fugiu para Minas Gerais, seu estado de origem, mas foi capturado na sexta-feira (11). Os detalhes do assassinato e da prisão foram divulgados na segunda-feira (14) pela polícia.

“Através de avançadas técnicas de investigação, conseguimos chegar até o autor, que viajou para Minas Gerais no mesmo dia, em fuga. Montamos uma equipe, pedimos apoio da polícia mineira e localizamos o suspeito em Belo Horizonte, numa casa alugada”, explicou o delegado Gianno Trindade, da Delegacia de Segurança Patrimonial. 

Em depoimento, o criminoso confessou tudo. “Ele demonstrou frieza e crueldade. Disse ainda que tampou o rosto da vítima com um pano, para que não ficasse vendo a cena enquanto tomava banho e, calmamente, chamava o carro de aplicativo para levar todos os pertences da vítima”, revelou. 

Segundo as investigações, assassino e vítima tinham se conhecido há apenas um mês, em um Terminal Rodoviário da Serra. O suspeito convenceu João de que precisava de ajuda financeira e lugar para ficar, já que era de Minas Gerais, e o vendedor cedeu a casa. 

“A vítima abrigou esse rapaz diante das alegações dele de dificuldade financeira, o que não se justifica, porque ele (assassino) tem mãe aqui no Estado”, afirmou Gianno. O assassino ainda alegou que planejou tudo depois que o vendedor teria tentado ter relações sexuais com ele, mas a polícia não acredita nessa versão.

O criminoso, que já tinha passagens por roubo no Estado e em Minas Gerais, foi autuado por latrocínio consumado. Depois de detido em Belo Horizonte, foi transferido para o Espírito Santo.

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