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Até idosas vão para a prisão por aplicar golpes

| 23/08/2021 16:37 h | Atualizado em 23/08/2021, 16:48

Não são só as mulheres mais jovens que estão cometendo crimes e sendo presas, principalmente na Delegacia de Defraudações (Defa). Por lá, até as criminosas com mais de 60 anos são detidas por terem aplicado golpes.

Douglas Vieira diz que mulheres são usadas para atrair vítimas de golpes
Douglas Vieira diz que mulheres são usadas para atrair vítimas de golpes |  Foto: Fábio Nunes - 8/10/2020
De acordo com o titular da delegacia, delegado Douglas Vieira, a maioria dessas mulheres é usada por chefes de quadrilhas para atrair vítimas, principalmente em bancos do Estado.

“Eles (chefes de quadrilhas) acreditam que, por serem mais velhas, elas apresentam mais credibilidade na hora de abordar uma vítima, por exemplo. Então, nos bancos, elas ficam próximas dos caixas eletrônicos, aguardando algum idoso apresentar dificuldade para fazer alguma operação”, explica o delegado.

“Quando encontram, elas chamam um comparsa que finge ser seu filho e que vai ajudar a vítima. Só que ele acaba fraudando o cartão”, completa Douglas.

Segundo o delegado, por mais estranho que pareça, a maioria dessas idosas bandidas já tem experiência com estelionato. E muitas delas já foram, inclusive, presas.

Um outro golpe aplicado com a ajuda delas é a do falso cadastro em banco.

“Golpistas captam essas mulheres para irem ao banco e abrirem conta com dados falsos. Como elas têm aparência de vulnerabilidade, o banco não percebe. Daí, com os dados de outras pessoas, elas conseguem fazer empréstimos milionários”, revela.

Além desse golpe, o delegado citou outros que andam sendo cometidos com o apoio de mulheres. O do falso motoboy é um deles.

“Nesse, as acusadas são mulheres mais novas, entre 20 e 30 anos. Elas ligam para a vítima e dizem que o cartão foi clonado e vão mandar um motoboy buscá-lo na casa da pessoa. Quando a vítima entrega o cartão, os bandidos usam todo o limite”, conta.

O delegado ainda comentou sobre o aumento dos golpes aplicados com o apoio de mulheres. “Aumentou cerca de 30%, em comparação com o ano passado”.

De acordo com Douglas Vieira, um golpe mais recente, também aplicado por mulheres, tem tirado o sono de vítimas: é o do falso empréstimo, no qual as criminosas abrem uma empresa de fachada e oferecem empréstimo consignado. Quando as vítimas vão ao local, acabam tendo cartões clonados.

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