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Assassino de Gerson Camata é condenado a 28 anos de prisão

| 04/08/2021 16:45 h | Atualizado em 04/08/2021, 18:38

Marcos Venicio Moreira Andrade, 66, confessou que matou o ex-governador Gerson Camata
Marcos Venicio Moreira Andrade, 66, confessou que matou o ex-governador Gerson Camata |  Foto: Divulgação / PCES

Acusado de matar o ex-governador Gerson Camata, de 77 anos, o ex-assessor Marcos Venício Moreira Andrade, de 69 anos, foi condenado a 28 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. A sentença foi lida pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória, Marcos Pereira Sanches, na tarde desta quarta-feira (4).

A pena deve ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. Além da prisão, o réu ainda foi condenado a pagar uma indenização à família de Camata no valor de R$ 200 mil.

O julgamento foi realizado no Fórum Criminal José Mathias de Almeida Netto, no Centro de Vitória.

Renan Salles
Renan Salles |  Foto: Kananda Natielly
Na saída do local, o advogado da família de Gerson Camata, Renan Sales, avaliou que o júri popular julgou exatamente que todas as provas colhidas no processo não deixavam dúvidas que o homicídio foi praticado de forma premeditada. 

"Não há dúvida nenhuma de que o homicídio foi praticado de uma forma covarde, premeditada e de que o réu queria realmente matar a vítima. Hoje, mais uma vez, a sociedade, por meio dos sete jurados, se fez justiça e puniu da forma como deve punir alguém que tira a vida de seu semelhante", analisou Sales. 

O advogado ainda destacou que mesmo o fato do réu ter quase 70 anos isso, no momento, não vai dar a ele nenhum benefício. Assim, após a condenação, Marcos Venício segue de volta para o presídio onde já estava preso. 

Leonardo Augusto Cesar, promotor do Ministério Público
Leonardo Augusto Cesar, promotor do Ministério Público |  Foto: Kananda Natielly
Para o promotor de Justiça do Ministério Público, Leonardo Augusto Cesar, os jurados foram justos, inteligentes e atentos para fazer justiça à família da vítima.

"Era uma pena esperada, mas não era a querida. Isso porque a nossa legislação é algumas decisões de tribunais superiores continuam muito lenientes com o réu e esse é um problema sistêmico nosso que o Ministério Público sempre, no sentido, de lutar para que isso aconteça. Mas a lei foi cumprida e, agora, é analisar se vamos ou não recorrer para aumentar a dosimetria da pena", afirmou ele. 

Defesa vai recorrer

Já na saída do fórum, o advogado Homero Mafra, que defende Marcos Venício, anunciou que vai recorrer da decisão que condenou o ex-assessor de Gerson Camata a 28 anos de prisão pelo assassinato do ex-governador. 

"A defesa entende que a pena foi alta demais", afirmou Mafra. As razões para esse recurso serão apresentadas ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo. 

O advogado destacou que o julgamento transcorreu em tranquilidade, com respeito entre as partes e debate em alto nível. "O réu permanece preso pela decisão. Vamos estudar a possibilidade de verificar um eventual recurso para que ele fique em liberdade", informou Mafra. 

Sobre a indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil à família de Camata, o advogado disse que acredita que o réu não tem condições de arcar com o valor, mas que isso é algo secundário, mas que também deve ser colocado no recurso. 

Relembre

O crime aconteceu no dia 26 de dezembro de 2018, por volta das 17 horas. O ex-governador havia acabado de comprar um livro e falava com colegas em frente a uma banca de revista que fica na Praia do Canto, em Vitória, quando foi abordado pelo ex-assessor Marcos Venício.

O acusado, que portava uma arma de fogo, segundo testemunhas, chegou dizendo que queria conversar com Camata e logo em seguida, após dizer que “era injusto”, atirou contra a vítima, que morreu no local aos 77 anos.

Marcos foi preso em flagrante horas depois do ocorrido e, no dia seguinte, teve a prisão temporária convertida em preventiva.

Em 2019, ele confessou o crime em interrogatório prestado ao juiz Felipe Bertrand Sardenberg Moulin. Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Estado (MP-ES) pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa do ex-governador.

O acusado disse ao juiz que, no dia do crime, abordou a vítima para questionar sobre processo judicial por danos morais movidos por Camata, em que o ex-assessor teve cerca de R$ 60 mil bloqueados na conta bancária pela Justiça.

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