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Após plantão, funcionárias de hospital são vítimas de arrastão em Vila Velha

| 21/03/2021 12:41 h

Depois de passarem mais de 12 horas trabalhando em um hospital de Vila Velha, cinco mulheres foram vítimas de criminosos que passaram no ponto de ônibus onde elas estavam, na manhã deste domingo (21), roubando os celulares de todo mundo. Um deles estava armado, o que deixou o grupo apavorado.

Imagem ilustrativa da imagem Após plantão, funcionárias de hospital são vítimas de arrastão em Vila Velha
Uma das vítimas era a técnica de enfermagem Geyza Entringer, de 38 anos. Ela contou que tinha acabado de sair de um plantão de 24h e aguardava o ônibus para chegar em casa e descansar.

“Chegaram três de bicicleta, um deles armado. Como eu estava com muito sono nem entendi muito bem que era um assalto. Minha colega disse para eu entregar logo o celular, porque um deles já tinha sacado a arma e poderia atirar”, lembrou.

Os bandidos conseguiram levar pelo menos três celulares. “Eles xingavam, estavam violentos. Mandavam a gente passar logo o telefone e não demorar”, relatou a auxiliar de serviços gerais Thainara Suzano Vieira, de 27 anos. Ela também tinha saído do plantão no hospital.

Um motorista de ônibus estava passando no local após o assalto e viu o desespero das mulheres. “Ele colocou todo mundo no ônibus e nos deixou próximo à delegacia, para fazermos o boletim de ocorrência. Mas aqui tivemos uma surpresa”, disse Geyza.

É que elas não conseguiram registrar o boletim de ocorrência da Delegacia Regional de Vila Velha. “Não deixaram a gente entrar e mandaram a gente registrar o boletim online e ligar para o 190. Como vou fazer isso se levaram meu telefone?”, questionou a técnica de enfermagem.

As vítimas, então, pediram ajuda a uma viatura da Polícia Militar que passava pela rua. “A gente deu as características dos meliantes para eles fazerem buscas pela região. Mas é uma sensação de impotência, eu vim para cá buscar uma ajuda e eles nem nos deixaram entrar”, desabafou Geyza.

As vítimas acreditam que o trio estivesse atrás de outros alvos pela rua. “Eles continuaram rodando pela região, provavelmente fazendo mais arrastões nos pontos. O que fica é o medo e a revolta”, lamentou Thainara.

A Polícia Civil foi questionada sobre o atendimento na delegacia, mas, até o fechamento desta matéria, não tinha dado nenhum retorno.

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