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Amiga diz que Milena Gottardi vivia regime militar em casa

| 24/08/2021 14:48 h

O primeiro depoimento, prestado no salão do júri e que vai definir o destino dos assassinos da médica Milena Gottardi, foi de uma amiga da vítima, que trabalhava com ela no Hospital das Clínicas, em Vitória.

Durante o depoimento, que durou uma hora e meia, a médica Aline Fraga falou sobre o que a vítima teria relatado a ela sobre o comportamento do ex-marido, Hilário Frasson, acusado de ser o mandante do crime.

Milena e Hilário estavam em processo de divórcio e ela chegou a registrar um carta, em cartório, denunciando caso algo acontecesse a ela
Milena e Hilário estavam em processo de divórcio e ela chegou a registrar um carta, em cartório, denunciando caso algo acontecesse a ela |  Foto: Acervo Pessoal

“Ela falava muito em relação às meninas dela, que ele usava um regime militar em casa. Que as meninas não podiam brincar direito quando ele estava em casa, devido ao barulho”, disse Aline.

Segundo a colega de trabalho, que conheceu Milena em 2014, após a entrada no processo de separação, Milena, que até então era bem reservada no trabalho, começou a falar mais sobre sua insatisfação com o casamento”.

“Ela chegou a falar que ele tinha comportamentos abusivos, que brigava muito com as meninas e que ela estava preocupada com isso”, disse a médica. “Eu até sugeri que ela registrasse um boletim de ocorrência, mas ela disse que não queria prejudicar a carreira dele”.

Com receio, nove testemunhas arroladas pelo Ministério Público pediram para serem ouvidas sem a presença dos réus. Como o pedido foi aceito pelo juiz que preside as oitivas, Marcos Pereira Sanches, da 1ª Vara Criminal de Vitória, os acusados estão sendo retirados do salão do júri, no momento em que cada testemunha entra no local.

Defesa

Na sexta-feira, a defesa de Hilário Frasson afirmou que o maior objetivo do acusado é restaurar o relacionamento dele com as filhas.

“Respeitamos muito a dor da família da Milena e nos solidarizamos muito com ela. Hilário amava e ama a Milena até hoje”, afirmou o advogado de defesa Rodrigo Bandeira de Mello.

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