X

Olá, faça o seu cadastro para ter acesso a este conteúdo

*Você não será cobrado

Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

40 mulheres em 24 horas procuram polícia para denunciar ameaças e agressões

Foram registrados casos cometidos por maridos, namorados, ex-companheiros e até pelo próprio filho

Kananda Natielly, do jornal A Tribuna | 14/02/2022 17:11 h

Se os casos de feminicídios registrados no País já assustam pelo alto número de registros, a violência  doméstica praticada contra mulheres é outro problema que vem preocupando os órgãos policiais.

No Estado, não é diferente: em um período de 24 horas, durante o fim de semana, 40 mulheres foram agredidas por seus maridos, ex-maridos, namorados e ex-namorados.

O número representa a quantidade de boletins de ocorrência registrados pelas vítimas na Delegacia Online de Segurança Pública do Estado (Deon) da 0h do último sábado até a 0h de domingo (13), ao qual a reportagem de A Tribuna teve acesso.

Entre os crimes praticados estão ameaças, injúrias, difamações e agressões físicas. Uma das mulheres que entrou para essa triste estatística foi uma autônoma de 33 anos, vítima de agressão física cometida pelo marido, de 42 anos, durante a volta para casa após uma viagem que ela fez com o agressor, na madrugada do último sábado (12). 

Durante discussão no carro onde ambos estavam, ela teve uma das orelhas rasgada pelo companheiro. 

“Ele é lutador, forte, e me deu duas mãozadas na cara. Nisso, sangrou meu nariz. Depois, quando puxou meu cabelo, o brinco foi junto e acabou rasgando minha orelha. Isso foi com o carro em movimento. Eu só fui salva porque a Polícia Rodoviária Federal (PRF) nos parou e eu contei o que tinha acontecido”, relatou a vítima, que optou por não ser identificada. 

A vítima contou ainda que vivia um relacionamento abusivo com o ex-marido há quase quatro anos e que essa não foi a primeira vez que ele a agrediu. Ela pediu uma medida protetiva contra o agressor, que foi levado para o presídio ao ser autuado por lesão corporal.

Em Colatina, no Noroeste do Estado, uma jovem de 18 anos foi agredida pelo companheiro com chutes e socos após uma crise de ciúmes. O caso aconteceu no sábado (12) e o acusado acabou preso.

Já na tarde de sábado (12), em Sooretama, Norte do Estado, uma dona de casa de 30 anos chamou a polícia após o companheiro a ameaçar de morte. Ela disse à PM que o acusado também ameaçou tirar a vida da filha do casal, de apenas 4 anos. 

Ele conseguiu fugir antes da chegada da polícia. 

As agressões não se limitaram aos companheiros das vítimas. Na madrugada de domingo (13), em Guaçuí, no Sul do Estado, uma dona de casa de 43 anos foi ameaçada e agredida pelo filho, de 24 anos. Ele foi preso.

“Fui salva por mensagem que enviei para uma amiga”

“Medo e pânico”. Esse foi o sentimento que teve uma autônoma de 33 anos, ao ser agredida pelo marido, de 42 anos, na madrugada de sábado (12), dentro do carro do casal. Ela só conseguiu socorro após o veículo em que ambos estavam ser parado em uma blitz da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na Serra. 

A Tribuna - Como aconteceu a agressão?

Autônoma - Estávamos voltando de Minas Gerais, na casa dos parentes da ex-mulher dele. Eu não me senti bem e pedi para vir embora. Ele veio, mas ficou com raiva. Na volta, quando passávamos na BR-101, ele me deu dois tapas na cara. 

E depois?

Como ele é lutador, bem forte, os tapas deixaram meu olho roxo e fez meu nariz sangrar. Ele também puxou meus cabelos com força e, nessa hora, meu brinco foi arrancado, rasgando a orelha esquerda.

Como chegou à polícia?

Depois que ele me bateu, eu coloquei o telefone entre as pernas, para ele não ver, e mandei mensagem para uma amiga, que entrou em contato com a minha família. Eles ligaram para a Polícia Rodoviária Federal. Quando andamos mais alguns quilômetros, os policiais nos pararam em uma blitz. Um policial me chamou no canto e me perguntou. Eu comecei a chorar e contei tudo. Fui salva pela mensagem e por eles.

Foi a primeira agressão dele?

Não. Estávamos juntos há quase 4 anos. Em 2020, ele me bateu tanto que fui parar no hospital. Terminei e não queria saber dele. Mas ele voltou dizendo que tinha mudado e eu dei outra chance.

E agora?

Ele está preso. Mas confesso que tenho medo de ele me matar.

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em um de nossos grupos de Whatsapp

Quer receber as últimas notícias do Tribuna online? Entre agora em nosso grupo do Telegram

MATÉRIAS RELACIONADAS