Justiça decreta prisão preventiva de advogada que arrastou homem em capô de carro
Suspeita de tentativa de homicídio e desobediência a ordem judicial, Fernanda Ferreira foi transferida para o Presídio de Buíque
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A Justiça de Pernambuco decretou a prisão preventiva da advogada Fernanda Ferreira de Souza, investigada por arrastar um homem no capô de seu veículo durante uma tentativa de fuga após desobedecer a uma ordem judicial. A decisão foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) na tarde desta terça-feira (5), após a realização de uma audiência de custódia virtual transmitida a partir da Central Especializada das Garantias de Arcoverde, no Sertão do estado.
Com a decretação da medida, a advogada foi transferida para o Presídio de Buíque, no Agreste pernambucano, onde ficará recolhida em uma sala de Estado Maior, prerrogativa especial garantida por lei à categoria durante a prisão preventiva. Caberá agora à Comarca de Caruaru analisar se a acusada poderá responder ao processo em prisão domiciliar.
CAUSA DA PRISÃO
Fernanda Ferreira estava internada sob custódia em um hospital particular de Caruaru desde o dia 30 de abril, data em que foi presa temporariamente. A advogada passou mal enquanto prestava depoimento à polícia sobre o ocorrido. Ela é investigada pelos crimes de tentativa de homicídio, desobediência e direção perigosa.
O episódio que motivou a prisão ocorreu no dia 28 de abril, no bairro do Salgado, em Caruaru, quando um oficial de justiça e um fiel depositário tentavam cumprir um mandado de busca e apreensão do veículo de Fernanda. Durante a fuga, a advogada atropelou e dirigiu em velocidade elevada com o homem, fiel depositário, se equlibrando em cima do capô do carro. Os homens que tentaram cumprir o mandado de segurança foram identificados como o servidor público Marcones Alves Feliciano e o auxiliar Rodolfo Morais de Gusmão, que sofreram ferimentos.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, a prisão de Fernanda ocorreu dois dias após o atropelamento, no mesmo local do crime, sob a suspeita de que ela estaria tentando descobrir o teor dos depoimentos fornecidos pelas testemunhas aos investigadores. Em nota divulgada anteriormente à imprensa, a advogada alegou que o episódio foi um mal-entendido e justificou a fuga sob o argumento de que teria entrado em pânico ao confundir a abordagem judicial com uma tentativa de assalto.
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