Estupro em escola estadual de Olinda levanta suspeita de outras vítimas
Serviços informais em escola permitiram acesso a abusador
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Um adolescente de 15 anos foi estuprado dentro de uma escola estadual em Olinda, na manhã desta quinta-feira (28), sendo trazido em primeira mão pelo Brasil Urgente. O crime ocorreu no bairro de Salgadinho e foi flagrado por um professor, que encontrou um homem de 48 anos abusando do estudante dentro de um banheiro da unidade.
O agressor foi detido em flagrante e encaminhado à Central de Plantões da Capital. Segundo informações repassadas à polícia e ao Conselho Tutelar, o homem não era servidor do Estado e tampouco possuía contrato formal de trabalho. Ainda assim, prestava serviços dentro da escola “há algum tempo”, segundo a própria gestão, recebendo pagamentos de maneira informal.
Quem abriu as portas?
A permanência de uma pessoa sem vínculo formal em ambiente escolar, com acesso diário a adolescentes, levanta questionamentos sobre as falhas de segurança e de fiscalização. O conselheiro tutelar Kiko Guedes, responsável pela área onde ocorreu o crime, alerta para a gravidade da situação.
“Foi passado para a gente que ele já tem um tempo que tem acesso à escola. Ele pegou a confiança das pessoas prestando esse serviço, mas esse serviço era prestado com qual legalidade? Conheceu, pegou a confiança e abre as portas das escolas. Para qualquer pessoa não pode”, denunciou.
Risco de múltiplas vítimas
O adolescente confirmou ao Conselho Tutelar que foi forçado a manter o ato. Para Guedes, a preocupação é que o abuso não seja um caso isolado. Os nomes da escola, do aluno e do agressor serão preservados para evitar exposição do adolescente.
“A nossa preocupação é que tenha tido outras vítimas. Devido a esse homem ter acesso à escola, ele pode ter cometido outros crimes”, afirmou o conselheiro, que informou que a equipe fará visitas e palestras na unidade para tentar identificar outros possíveis casos.
Pais devem ficar atentos
O conselheiro reforçou que os responsáveis precisam acompanhar de perto a rotina escolar. “Percebeu algo de estranho? Chama a direção, questiona. Não teve apoio? Procura a gente, procura o Conselho Tutelar, denuncia. Porque pode ter coisas piores aí por trás”, disse.
Como denunciar
O Conselho Tutelar pede que possíveis vítimas ou testemunhas procurem imediatamente as autoridades. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, pelo 190 (Polícia Militar) ou diretamente no Conselho Tutelar de Olinda. Até o fechamento da matéria, a escola não havia se pronunciado.
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