Engenheiro e atirador esportivo atira na boca da mulher no bairro das Graças
Homem de 57 anos foi preso foi levado para o Cotel por tentativa de feminicídio; filha da vítima, de 11 anos, presenciou o crime
Com informações de Rafaella Pimentel
Um engenheiro eletrônico de 57 anos, atirador esportivo, atirou na boca da mulher, de 27 anos, durante uma tentativa de feminicídio registrada na noite deste domingo (1º), no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife. O homem efetuou o disparo dentro do apartamento do casal, localizado no 4º andar de um prédio na Rua do Futuro.
A vítima sofreu um ferimento grave e seguiu para o Hospital da Restauração, no Derby, onde se encontra em estado grave. Vídeos gravados por moradores mostram a mulher deitada na calçada, à espera de atendimento médico, enquanto policiais militares prendem o suspeito.
Por volta das 20h20, moradores do edifício ouviram dois disparos e acionaram a Polícia Militar. Um deles atingiu a face da mulher.
O ataque ocorreu na presença da filha da vítima, uma menina de 11 anos, que testemunhou o crime dentro do imóvel.
Polícia apreende quatro armas no apartamento
Após prender o suspeito, que estava com manchas de sangue, os policiais apreenderam o revólver usado no crime (modelo 375) e outras três armas de fogo que estavam no apartamento: duas pistolas e uma carabina. O homem afirmou ser atirador esportivo e apresentou registros das armas, que foram recolhidas para investigação. O nome da vítima será preservado.
Suspeito tenta justificar crime após prisão
A polícia identificou o suspeito como Carlos Dias do Nascimento. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de feminicídio e encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Depois de passar por audiência de custódia, o flagrante foi convertido em prisão preventiva. Carlos Dis foi levado para Centro de Observação e Triagem Everardo Luna (Cotel) em Abreu e Lima, no Grande Recife
Em depoimento, o homem afirmou que mantinha um relacionamento com a vítima havia cerca de dois anos e que o casal tinha histórico de brigas motivadas por ciúmes. A mulher não conseguiu contar sua versão.
Ao deixar o DHPP para a audiência de custódia, ele tentou justificar o crime, alegando que já havia sido agredido pela ex-companheira em outras ocasiões, afirmando que isso teria ocorrido seis vezes. “Eu apanhei seis vezes dela. Só vou falar isso”, declarou. Logo depois, ao ser indagado sobre a dor da filha, que presenciou tudo, ele apenas disse: “sem comentários”.
Até a última atualização desta matéria, nenhum morador do prédio quis conceder entrevista sobre o caso.
Veja, abaixo, matéria de Rafaella Pimentel no JT1, comandado por Artur Tigre
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