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Polícia

Arma de laser, tortura e perseguição no tiroteio de Camaragibe

Irmão e pai da grávida atingida no tiroteio disseram ter sofrido abordagem violenta da polícia



Imagem ilustrativa da imagem Arma de laser, tortura e perseguição no tiroteio de Camaragibe
Ágata da Silva, irmã de Alex, foi morta enquanto avisava a policiais que estava filmando |  Foto: Fotos divulgação

A troca de tiros em Camaragibe, que resultou na morte de dois policiais militares e mais seis civis, teve novos desdobramentos. Nesta segunda-feira (18), parentes das vítimas prestaram depoimento na sede do Grupo de Operações Especiais (GOE), localizada no bairro do Cordeiro, Zona Oeste da capital. Segundo testemunhos, depois da morte de dois PMs com arma de laser, houve abordagem violenta de outros policiais encapuzados a vizinhos e à família, perseguição, tortura e mortes. Tudo começou na quinta-feira (14). Camaragibe fica na Região Metropolitana do Recife.

A polícia fez uma abordagem na rua onde morava Alex da Silva Barbosa, 33 anos, sob a alegação de que um morador do local estava dando tiros para o alto numa lage. Outras testemunhas disseram que ele estava dando tiros numa mata, porque tinha porte de armas.

Ao ser abordo pela polícia, no entanto, Alex fugiu, invadiu uma residência e fez a grávida Ana Letícia de escudo. Contudo, foi alvejado em perseguição, bem como a gestante e seu primo, um adolescente de 14 anos.

Poucas horas depois, três irmãos dele foram mortos, a mãe e a possível companheira. A irmã Ágata da Silva tentou avisar aos policiais que estava filmando, mas nem isso adiantou. Morreu enquanto filmava. A mãe de Alex e a companheira também foram vítimas de homicídio.


Quase 24 horas de terror
De acordo com o advogado da família de Ana Letícia, Jean William, Alex utilizou Ana Letícia como escudo em sua tentativa de fuga da polícia. Ele teria matado os dois PMs que o abordaram com arma de laser. A troca de tiros atingiu a gestante feita de refém por Alex. 

Os trágicos eventos ocorreram entre a quinta-feira (14) e a sexta-feira (15), e Ana Letícia, juntamente com o adolescente, permanecem hospitalizados no Hospital da Restauração, no Recife.

O estado de saúde da gestante
A gestante sofreu graves lesões, incluindo a perda do olho esquerdo e danos à massa encefálica.

O irmão
Por outro lado, Carlos Augusto da Silva Filho, irmão de Ana Letícia, relatou ter sido submetido à tortura por policiais militares logo após a morte dos dois PMs. Ele também alegou que o veículo em que tentava socorrer sua irmã foi alvo de tiros disparados por viaturas da polícia.

A abordagem
Segundo informações da Secretaria de Defesa Social (SDS), os PMs receberam uma denúncia de que um indivíduo estava disparando tiros para o alto em uma comemoração no telhado, que pertencia à casa dos jovens baleados. Tudo teria começado assim.

O início na versão das vítimas
A família da grávida contou que Alex da Silva Barbosa não estava presente na laje; ele estava treinando tiros em uma mata. Alex, sem histórico criminal e registrado como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), possuía uma arma de mira a laser.

Naquele momento, a família estava reunida na laje, onde alegou possuir uma barraca de lanches. Carlos Filho afirmou que Alex entrou na casa da família para evitar a abordagem policial.

Sem festa
"Não havia festa alguma, não havia som. Alex estava vindo da mata em direção à sua casa quando a viatura estava vindo na direção oposta. A polícia chegou à nossa frente e ordenou que todos ficassem parados para a abordagem. Quando levantamos as mãos, ele [Alex] correu atrás de nós e pulou a laje para dentro da minha casa", explicou Carlos Filho.

Perseguição
Durante esse momento, os policiais entraram na residência para procurar Alex. Ana Letícia estava dando banho em seu filho mais velho, de 3 anos, enquanto o adolescente (um dos baleados), primo de Ana Letícia, tinha ido buscar uma fralda para a criança.

"Foi quando ele [Alex] pulou, a polícia entrou em perseguição dentro da casa. Ele usou Letícia como escudo", esclareceu um dos advogados da família, Jean William.

O adolescente de 14 anos foi baleado enquanto os policiais ainda procuravam pelo suspeito nas três casas pertencentes à família, todas situadas no mesmo terreno.
Em busca de Alex, os policiais agrediram o adolescente, segundo Jean William.

O socorro
O irmão da grávida disse que, ao tentar socorrer a irmã, os policiais impediram e o levaram para a Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata e o torturaram, enquanto ele dizia que nunca tinha cometido nenhum crime. Uma delegada (de nome não revelado) teria impedido que algo pior fosse feito, segundo Carlos Filho.

Já o pai da jovem baleada, Carlos Augusto, alegou que os policiais abriram fogo contra o veículo enquanto ele tentava socorrer a filha.

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