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Entretenimento

Teatro do Parque retoma programação regular de cinema a partir da próxima quarta

Sessões serão oferecidas semanalmente a preços populares: R$ 10 e R$ 5. Primeiro filme em cartaz será “Sem Coração”


Imagem ilustrativa da imagem Teatro do Parque retoma programação regular de cinema a partir da próxima quarta
Cineteatro do Parque está de volta |  Foto: Marcos Pastich/Arquivo PCR

Restabelecido e confirmado no cerne da fruição cultural recifense, o Cineteatro do Parque tem uma novidade cinematográfica para seus novos e antigos públicos. A partir do próximo dia 8 de maio, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, retoma a programação sistemática de audiovisual, numa das mais antigas e agora também bem equipadas salas de projeção da cidade, uma das últimas a celebrar a tradição dos cinemas de rua da capital pernambucana.

Neste primeiro momento de retomada, o Cinema no Parque terá sessões prioritariamente às terças, com foco majoritário na produção audiovisual local, exibindo novas realizações e clássicos de uma das mais respeitadas praças cinematográficas do país. Os ingressos serão vendidos, uma hora antes do início da sessão, na bilheteria do cineteatro, a preços populares: R$ 10 e R$ 5 (meia).

“O Cinema no Parque traz de volta uma perspectiva histórica e, também, de um futuro que queremos ver acontecer, com novas opções de salas neste perfil, de rua e de bairro, como dizemos, com acesso cada vez mais democratizado à população, ajudando a ampliar o encontro do cinema com os mais variados públicos, bem como a formar novas plateias. O Cineteatro do Parque reassume o seu lugar e, aos poucos, vai reocupando uma agenda diferenciada, prestigiando sobretudo a consistente produção local, mas sem deixar de valorizar oportunidades abertas a uma produção internacional de qualidade que busque acesso, fora dos grandes circuitos comerciais”, celebra o secretário de cultura do Recife, Ricardo Mello.

“Retomar a programação do audiovisual em um equipamento com o passado e o carisma do Cineteatro do Parque é devolver à cidade um hábito, retomar a escrita de um capítulo importante de sua história cultural. É também uma forma de abrir novos espaços para a cadeia produtiva do audiovisual recifense”, acrescenta o presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Marcelo Canuto.

O primeiro filme a ser exibido, nos próximos dias 8, 14, 21 e 28 de maio, sempre às 19h, será “Sem Coração”, escrito e dirigido pela alagoana Nara Normande, que morou no Recife por duas décadas, e pelo pernambucano Tião.

O longa, que estreou há pouco nas salas de todo o país, depois de ser exibido no Festival de Veneza e de vencer os prêmios Félix de Melhor Filme e o Redentor de Melhor Fotografia, durante o último Festival de Cinema do Rio de Janeiro, tem duração de 1h31, e transporta para o litoral de Alagoas, durante o verão de 1996, um drama sobre as aflições e paixões de um grupo de adolescentes em meio às tensões sociais e de gênero, que se apresentam desde muito cedo aos brasileiros, mudando o curso de seus sonhos.

O filme traz nos créditos outros importantes nomes do audiovisual pernambucano e brasileiro, como os dos produtores Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho (Cinemascópio). A coprodução e a distribuição são da Vitrine Filmes. A sessão de estreia, no próximo dia 8, contará com a participação do elenco, protagonizado pela atriz Eduarda Samara (Bacurau), Maeve Jinkings (Aquarius e O Som ao Redor), Erom Cordeiro (A Divisão), além do estreante Kaique Brito, entre muitos outros.

Além do longa, serão exibidos, na estreia e nas demais sessões do Cinema no Parque, os curtas realizados por meio do projeto Recife Incluído, iniciativa da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife, com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Juventude e Políticas sobre Drogas, que selecionou 10 argumentos, escritos e inscritos por autores iniciantes, na faixa etária de 18 a 29 anos, de diversas regiões da cidade, para transformar em curtas-metragens roteirizados e rodados por produtoras profissionais.

Neste mês inaugural de atividades cinematográficas regulares, será exibido o curta: “A Teimosia da Brasília”, de Maria Eduarda Virões da Cunha, que conta a história de Brasília Teimosa, na perspectiva e na voz de seus moradores.

Até o fim do ano, o audiovisual será pauta sistemática na programação do Parque, que tem se confirmado sala de projeção cada vez mais prestigiada na cidade. Além das sessões semanais, oferecidas pela Prefeitura do Recife, com curadoria dedicada à celebração da intensa produção local e nacional, o cineteatro devotará suas instalações e maquinários de última geração à realização de importantes festivais e ativações do audiovisual na cidade, a exemplo do Festival MOV, Festival Animage, Cine PE e Festival Janela de Cinema.

Vocação audiovisual histórica

O Parque inaugurou seu cinema em 24 de novembro de 1921, com apresentação de seis atos de “A filha do tigre”, produção da Fox protagonizada pela atriz Pearl White, e dois atos da comédia “Agarra-me”. De 1929 a 1959, entrou no circuito de filmes falados, projetando produções da Disney e algumas chanchadas brasileiras (comédias musicais, misturadas com elementos de filmes policiais e de ficção científica). Foi lá que o filme “A divina dama” deu início ao cinema sonoro em Recife, no dia 24 de março de 1930.

Em 1973, já após restauração e revogação de decreto que suspendeu o cinema por quase 15 anos, o Teatro do Parque passou a ser o primeiro Cinema Educativo Permanente do Brasil. O início desta era foi com a estreia do filme “Panorama do Cinema Brasileiro” em 2 de dezembro daquele ano, que teve sessões gratuitas para o público em dois horários por dia. "Educação pela Imagem" foi o slogan escolhido.

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