Mark Ruffalo, o Hulk, chama Trump de "estuprador" e "pedófilo" no Globo de Ouro
No tapete vermelho, ator abandona protocolo, ataca conduta moral do presidente e critica guerra na Venezuela
O tapete vermelho do Globo de Ouro 2026 tornou-se palco de um dos ataques mais viscerais já registrados em premiações de Hollywood. O ator Mark Ruffalo, indicado por sua atuação, utilizou a vitrine global para disparar acusações gravíssimas contra Donald Trump. Sem meias palavras, Ruffalo chamou o presidente de "estuprador condenado" e "pedófilo", classificando-o como o "pior ser humano" para liderar o país.
O veredito de Ruffalo
Embora a justiça de Nova York tenha condenado Trump civilmente por abuso sexual, Ruffalo utilizou o termo textual "rapist" (estuprador) ao conversar com a imprensa. Para o ator, a condenação cível e o histórico do presidente o desqualificam moralmente. "Se estamos dependendo da moralidade desse cara para o país mais poderoso do mundo, estamos todos em apuros", afirmou, visivelmente emocionado.
"Não é a América": O desabafo sobre a Venezuela
Além das acusações pessoais, Ruffalo levou a política externa para o centro do debate. Ele afirmou que os Estados Unidos estão em uma "guerra ilegal" com a Venezuela, após uma invasão que, segundo ele, ignora o direito internacional. O ator, que usava um broche em luto por uma vítima de agentes de imigração, descreveu um cenário de terror: "O que estou vendo acontecer não é a América".
A cena do choque
O clima de celebração deu lugar ao desconforto quando Ruffalo admitiu sentir-se "enojado" com a normalização do cenário político atual. Ele explicou que não conseguiria ficar quieto ou fazer "social" (BS) em um momento tão crítico. Enquanto a indústria do cinema tentava focar nos troféus, o "Hulk" da vida real preferiu expor as vísceras de uma nação dividida, tratando o presidente como o grande vilão de uma história que, para ele, não tem nada de ficção.
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