Literatura em destaque: Belmar, Cabral e Ney Anderson lançam livros no Recife
Três escritores pernambucanos, três gêneros literários, três destaques de lançamento no segundo semestre de 2025
Cícero Belmar, Cleyton Cabral e Ney Anderson apresentam seus novos livros e participam de um encontro literário aberto ao público na Academia Pernambucana de Letras, no dia 6 de dezembro, às 16h, numa tarde em que a literatura será a grande estrela.
Os lançamentos reúnem três obras recentes — um livro de crônicas introspectivas, um diário experimental escrito durante a pandemia e uma coletânea de contos ambientados no Recife — que marcam a renovação criativa dos autores pernambucanos.
Desdobramento do evento
O trio relança as obras em uma tarde dedicada à literatura, que incluirá sessão de autógrafos e um bate-papo sobre contos, diário e crônicas. A conversa será conduzida pelo poeta pernambucano Raimundo de Moraes.
Cabral e Ney Anderson participam de um bate-papo sobre contos, diário e crônicas, conduzido pelo poeta pernambucano Raimundo de Moraes.
Sabores sertanejos e lançamentos recentes
Logo em seguida, os participantes poderão degustar sobremesas sertanejas. Os livros são recentes e já receberam elogios da crítica. Ney apresenta Apocalipse Todo Dia; Cleyton lança Caderno do Fim do Mundo; e Belmar, Ainda há uma Brisa.
Autores e livros
O livro de Cícero Belmar, Ainda há uma Brisa (Editora Bagaço), é seu primeiro livro de crônicas. Belmar é também romancista, biógrafo e autor de peças de teatro.
O volume reúne 25 crônicas publicadas originalmente na revista eletrônica Rubem, do Paraná. São textos leves, bem humorados e emocionados, que falam do interior de Pernambuco; da cidade natal do autor, a sertaneja Bodocó; da casa de seus pais (ambos com 96 anos), e trazem revelações pessoais.
“O livro faz uma viagem para dentro. O meu próximo livro de crônicas será uma viagem para fora de mim”, afirma Belmar.
Caderno do Fim do Mundo (Edição do Autor), de Cleyton Cabral, é um diário da pandemia de Covid-19 — e algo além disso. Cabral — que também é ator e dramaturgo — insere experimentações literárias a cada entrada: poemas, narrativas breves, dramaturgias, fotografias e prints de redes sociais.
“Quando a pandemia se instaurou, abri um documento no computador e passei a escrever sobre meus dias. Passados alguns anos, o livro publicado é, para mim, um documento histórico e poético: uma contagem de mortos: é um livro de artista sobre uma época, comenta Cleyton.
Apocalipse Todo Dia (Ed. Patuá), de Ney Anderson, mergulha nas fissuras do cotidiano e transforma a vida no Recife, uma cidade quente, violenta e vibrante, num campo minado de tensão, desejo e morte.
Em 67 contos curtos e afiados, Ney Anderson constrói um universo de violência íntima, humor ácido e mistério urbano, onde nada é gratuito e tudo pulsa. Cada história é um soco, um espelho e uma vertigem: um livro para ler de uma vez, sair marcado e querer voltar.
“A ficção, para mim, nasce na fresta entre a realidade e o sonho. Meu livro traz contos que encaram nossas urgências e sombras, porque literatura não é enfeite; é revelação do ser humano e da vida", comenta Ney.
Serviço
- Bate-papo e lançamentos dos livros de Cícero Belmar, Cleyton Cabral e Ney Anderson
- Quando: 06/12 (sábado), às 16h
- Onde: Academia Pernambucana de Letras (Av. Rui Barbosa, 1596 - Graças)
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