Frente Popular aciona Justiça contra campanha de Raquel Lyra
Frente Popular de Pernambuco vai à Justiça por suposto gabinete do ódio ligado ao governo Raquel Lyra e lista possíveis abusos políticos e econômicos.
A Frente Popular de Pernambuco anunciou, nesta quinta-feira (27), em entrevista coletiva, uma série de medidas judiciais e administrativas para apurar supostas irregularidades na condução da campanha da governadora Raquel Lyra (PSD).
A assessoria jurídica da campanha do candidato João Campos (PSB) informou que vai apresentar uma Ação Judicial de Investigação Eleitoral (AJIE) contra a governadora Raquel Lyra, pela existência de um suposto “gabinete do ódio” ligado ao Governo de Pernambuco e utilizado para atacar adversários políticos, além de outras denúncias contra a campanha da governadora.
Ações na Justiça Eleitoral e órgãos de controle
As medidas judiciais foram detalhadas pelo advogado Rafael Carneiro, integrante do jurídico da coligação de João Campos. A ação que será ajuizada no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) se somará a denúncias apresentadas à Controladoria-Geral da União (CGU), ao Tribunal de Contas da União (TCU), ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Eleitoral e à Caixa Econômica Federal.
Segundo o advogado, o objetivo é que a Justiça apure possíveis ilícitos eleitorais, atos de improbidade administrativa e crimes relacionados à utilização de recursos públicos e servidores.
Acusações sobre gabinete do ódio e milícia digital
Em entrevista à repórter Luciana Queiroz, da TV Tribuna, o advogado Rafael Carneiro explicou a fundamentação das acusações.
"Ontem foram divulgados fatos graves que vamos apresentar à Justiça Eleitoral Os fatos não foram noticiados por nós, mas pela imprensa nacional. Eles revelam a existência de um gabinete do ódio, com a participação direta da governadora, candidata à reeleição, e devem ser investigados e apurados pela Justiça Eleitoral"
A denúncia principal ganhou repercussão após reportagem exibida pela TV Record na noite da terça-feira (25), onde foi apresentada uma suposta rede coordenada de páginas e perfis nas redes sociais voltados para postagens com ataques contra adversários de Raquel, sobretudo João Campos.
A reportagem citou Amisadai Andrade da Silva, servidor da Caixa Econômica Federal cedido ao Governo de Pernambuco, como principal operador da rede. Ele foi exonerado do cargo no Estado menos de 24 horas após a divulgação da reportagem da TV Record.
Durante a coletiva, o advogado Rafael Carneiro afirmou que a ação movida pela Frente Popular reunirá ainda outros diferentes episódios acontecidos ao longo da campanha que, segundo a assessoria jurídica da coligação, podem caracterizar abuso de poder político e econômico.
Segundo ele:
- uso da frota de ônibus escolares para transporte de militantes;
- desvirtuamento da aquisição de aeronaves;
- estruturação do chamado gabinete do ódio e uso de milícia digital.
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Resposta da campanha de Raquel Lyra
Em nota dirigida à imprensa, a campanha de Raquel Lyra declarou que as ações se baseiam em denúncias sem provas, que a própria governadora determinou a exoneração do servidor acusado de má conduta e ainda pediu a apuração dos fatos.
"A tentativa de transformar acusação em fato, sem prova e no calendário eleitoral, será enfrentada onde deve ser: na Justiça. A campanha já aciona seus advogados para responsabilizar quem constrói e propaga mentiras contra a governadora. Difamar é crime, e será tratado como tal", cita a nota.
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