Com ciclo de R$ 13 bilhões em curso, Stellantis anuncia lançamentos em Goiana
Investimento em andamento fortalece a indústria automotiva em Pernambuco e amplia produção no Polo de Goiana em 2026
O Polo Automotivo da Stellantis, em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, já inserido em um ciclo de investimentos de R$ 13 bilhões que começou em 2025, que vai ampliar a produção, incorporar novas tecnologias e garantir o lançamento de novos veículos a partir de 2026.
A empresa anunciou que a fábrica pernambucana vai produzir quatro novos veículos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid, desenvolvida no Brasil, além de receber um grande volume de investimentos para ampliar a produção, gerar empregos e avançar em inovação.
Os anúncios reforçam Goiana como um dos principais polos automotivos do país e colocam Pernambuco no centro das decisões da indústria automotiva nacional.
"À medida que a Stellantis amadurece, a nossa capacidade de investir nas nossas marcas também melhora a cada ano", já disse Herlander Zola, Presidente da Stellantis para a América do Sul.
Quatro novos modelos com tecnologia brasileira
A Stellantis confirmou que, em 2026, a planta de Goiana será responsável pela produção de quatro novos modelos com tecnologia Bio-Hybrid. Esse sistema combina motor elétrico e motor a combustão, ajudando a reduzir o consumo de combustível e a emissão de poluentes.
Segundo a fábrica, a tecnologia foi desenvolvida no Brasil para atender às necessidades do consumidor brasileiro e já é usada em outros modelos da empresa. Agora, passa a ter produção ampliada em Pernambuco, o que fortalece a fábrica como referência em inovação.
Além disso, Goiana também foi confirmada como local de produção da Leapmotor, marca ligada a veículos eletrificados, ampliando ainda mais o portfólio tecnológico da planta a partir de 2026.
Investimentos bilionários garantem expansão em Pernambuco
Dentro de um novo ciclo de investimentos no Brasil, a Stellantis anunciou que R$ 13 bilhões serão destinados exclusivamente ao Polo Automotivo de Goiana. Segundo a assessoria, o ciclo de investimentos começa este ano e vai até 2030.
O valor faz parte de um pacote maior, de R$ 30 bilhões, considerado o maior investimento já feito pela indústria automotiva no país e na América do Sul.
Os recursos serão usados para:
- Lançar novos produtos
- Desenvolver novas tecnologias
- Ampliar a cadeia de fornecedores
- Gerar empregos diretos e indiretos
- Modernizar a fábrica
Polo de Goiana completa 10 anos com números expressivos
Inaugurado em 2015, o Polo Automotivo de Goiana completou 10 anos de operação com resultados considerados históricos. Desde o início das atividades, a unidade já registrou:
- Mais de 2 milhão de veículos produzidos em 10 anos
- Mais de 250 mil veículos exportados
- Cinco modelos fabricados, de três marcas diferentes
- Mais de 60 mil empregos diretos e indiretos gerados
- 38 fornecedores atraídos para a região
Atualmente, são produzidos em Goiana os modelos Jeep Renegade, Compass e Commander, além das picapes Fiat Toro e Ram Rampage.
Tecnologia, inovação e empregos no Nordeste
Além da produção de veículos, Pernambuco também se destaca no desenvolvimento de tecnologia automotiva. A Stellantis mantém um Software Center no Porto Digital, no Recife, voltado à criação e exportação de softwares para carros.
No Polo de Goiana e em parcerias com universidades do Nordeste, a empresa desenvolve sistemas de eletrônica embarcada, conectividade e tecnologias de assistência ao motorista (ADAS), que são a base dos veículos semiautônomos.
Com os novos investimentos e lançamentos previstos para 2026, a expectativa é de impacto positivo em toda a região, fortalecendo a indústria, o comércio, os serviços, a educação e a geração de renda em Pernambuco.
Além das fronteiras
No contexto nacional e sul-americano, o ciclo de investimentos da Stellantis reforça a estratégia de manter produção, tecnologia e desenvolvimento concentrados na região, reduzindo dependência externa e ampliando a competitividade da indústria automotiva local.
Para Pernambuco, esse movimento posiciona Goiana dentro de uma cadeia industrial que ultrapassa fronteiras e conecta o Estado às decisões centrais do setor no continente.
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