Vai para Porto? Saiba o que a fiscalização está proibindo na areia de Ipojuca
Prefeitura aperta o cerco contra venda casada e barulho; balanço do 1º feriadão do ano tem barracas suspensas
Quem escolheu Porto de Galinhas para abrir 2026 encontrou uma orla sob vigilância cerrada. Se você planeja descer para o litoral de Ipojuca nos próximos dias, saiba que a "lei da areia" mudou. A prefeitura acaba de fechar o balanço da primeira semana do ano (entre 29/12 e 04/01) e o recado é curto: abuso contra o turista não será tolerado. O novo Decreto nº 149/2025, assinado pelo prefeito Carlos Santana, agora é o escudo de quem quer apenas um lugar ao sol sem ser explorado.
Mais de 80 barracas foram intimadas e uma delas teve as atividades suspensas por uma semana. O motivo? Irregularidades que ferem o bolso do consumidor.
Fim da "ditadura" da consumação mínima
A cena é clássica: você senta na cadeira e o garçom avisa que "só pode ficar se consumir R$ 200", por exemplo. Isso agora é alvo direto do Procon de Ipojuca. O novo decreto proíbe a exigência de consumação mínima e a venda casada. Se o barraqueiro tentar te obrigar a comer para poder usar o guarda-sol, ele está fora da lei.
Além disso, 35 ambulantes sem autorização foram retirados da faixa de areia. A ideia é diminuir aquele assédio constante que impede o descanso de quem está na cadeira.
Ordem no mar e silêncio na areia
A operação, que mobilizou quase 100 profissionais e 13 viaturas, também entrou na água.
No mar: Sete aluguéis de jet ski foram autuados por estarem irregulares. A fiscalização também monitora de perto as pranchas de stand up paddle e as operadoras de mergulho.
No som: Quinze equipamentos de som foram retirados da praia. Em Porto, o barulho que vale é o das ondas; caixas de som potentes estão na mira dos agentes.
No esporte: Até o horário de práticas esportivas está sendo controlado para não atingir quem está apenas tomando banho de mar.
Porto de Galinhas em "pente-fino"
O secretário de Turismo, Deomaci Ramos, garante que as ações serão permanentes durante toda a alta estação. O objetivo é evitar que o "paraíso" vire terra sem lei. Para o turista, a recomendação é clara: em caso de cobrança abusiva em cardápios ou exigências absurdas, procure os agentes da Guarda Municipal ou do Controle Urbano que circulam diariamente pela vila.
Apesar de tudo…
Enquanto o decreto protege o bolso do turista contra exigências abusivas, o comércio local lembra que a estrutura na areia tem custo. Os comerciantes também tÊm um lado e vale a pena o cliente ter empatia. O gelo, o transporte das cadeiras e o serviço dos garçons dependem do movimento das barracas. A lei proíbe a "obrigação" de consumir, mas o bom senso sugere que o equilíbrio entre o direito de quem visita e o sustento de quem trabalha é o que mantém o paraíso funcionando.
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