Sertão e Agreste de Pernambuco têm alerta para chuvas moderadas a fortes com raios
Previsão da Apac aponta instabilidades atmosféricas que devem atingir o interior do Estado entre a noite desta quarta (18) e a quinta-feira (19)
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O Sertão de Pernambuco e o Agreste devem registrar pancadas de chuva de intensidade moderada a forte a partir da noite desta quarta-feira (18). Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), a previsão se estende ao longo de toda a quinta-feira (19), com o alerta de que as precipitações podem vir acompanhadas de raios e trovões.
O fenômeno é causado pela combinação de dois sistemas meteorológicos conhecidos como Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e Vórtice Ciclônico em Altos Níveis (VCAN). Na prática, essa interação favorece a formação de nuvens carregadas e instabilidades no tempo, concentrando o maior volume de água nas cidades sertanejas. (VEJA DETALHES ABAIXO)
Cuidados e monitoramento
A orientação dos órgãos de monitoramento é que a população redobre os cuidados, especialmente em áreas de risco, devido ao potencial de alagamentos e descargas elétricas. A Apac reforça a importância de acompanhar as atualizações das previsões, já que o cenário atmosférico no interior pode apresentar mudanças rápidas nas próximas 24 horas.
Entenda os fenômenos: ZCIT e VCAN
Para explicar de forma simples, imagine que a atmosfera funciona como uma grande máquina de fazer nuvens. No Sertão, dois "motores" estão ligados ao mesmo tempo:
ZCIT (Zona de Convergência Intertropical): Imagine o encontro de ventos que vêm do Norte e do Sul do planeta. Quando esses ventos se chocam perto da Linha do Equador, eles "sobem" carregando muita umidade e calor. Esse movimento cria paredões de nuvens que despejam chuva pesada.
VCAN (Vórtice Ciclônico em Altos Níveis): Pense em um grande redemoinho que gira lá no topo do céu, a quilômetros de altura. O centro desse redemoinho funciona como uma "tampa" que impede a chuva, mas as suas bordas são extremamente instáveis. Quando as bordas desse redemoinho passam por cima de uma região, elas "puxam" a umidade para cima com força, criando os raios e as trovoadas que estamos vendo.
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