Seminário vai debater racismo religioso e saúde mental dos povos de terreiro
Evento no Museu do Estado reúne nesta quinta (5) especialistas e lideranças tradicionais para articular políticas de proteção à liberdade de crença
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O Museu do Estado de Pernambuco, no bairro das Graças, será a sede, nesta quinta-feira (5), do Seminário Estadual de Combate ao Racismo Religioso e Cuidados para a Saúde Mental dos Povos de Terreiro. Realizada pelo Governo de Pernambuco, a iniciativa mobiliza representantes de todas as regiões do estado para discutir estratégias de enfrentamento à discriminação e os impactos emocionais sofridos por comunidades de matriz africana e afro-indígenas. O encontro é fruto de uma articulação entre a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Prevenção à Violência, a Secretaria Estadual de Saúde e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial .
A programação, que se estende das 8h às 16h, propõe um diálogo entre o direito à fé e o bem-estar social. No período da manhã, o debate será conduzido pelo Professor Lepê, com foco na garantia de direitos e no combate às violações institucionais. À tarde, a discussão volta-se para a diversidade de sujeitos e a saúde mental, com a participação da Professora Moura Jesus e de Vilma Cristina Aleixo, técnica da Gerência Estadual de Atenção à Saúde Mental. A proposta é reconhecer que o preconceito religioso não gera apenas exclusão social, mas desencadeia quadros de sofrimento emocional, medo e insegurança que demandam políticas públicas específicas de acolhimento.
REDE DE PROTEÇÃO
Para a gestão estadual, o seminário funciona como uma ferramenta de escuta e fortalecimento da rede de proteção às comunidades tradicionais. Segundo a secretária executiva da SJDH, Joanna Figueiredo, o evento reafirma o papel do Estado na defesa da dignidade humana, tratando o racismo religioso como uma violação estrutural que exige respostas governamentais organizadas. Complementando essa visão, o secretário executivo de Promoção da Equidade Social, Sérgio Vieira, e a presidente do COEPIR, Janaína Camará, reiteram que integrar a pauta da saúde mental ao debate é uma forma de validar a identidade e a ancestralidade desses povos, garantindo que seus saberes sejam preservados e respeitados em todos os espaços públicos.
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