Policiais Civis de Pernambuco paralisam atividades por 24 horas
Categoria cobra abertura de negociações sobre a Lei Orgânica e realiza acampamento em frente ao Palácio do Governo
Siga o Tribuna Online no Google
Os policiais civis de Pernambuco iniciaram, nesta quarta-feira (18), uma paralisação de 24 horas para pressionar o Governo do Estado a abrir negociações sobre a nova Lei Orgânica da categoria. A mobilização ganhou força após o presidente do Sinpol-PE, Áureo Cisneiros, e um grupo de agentes acamparem em frente ao Palácio do Campo das Princesas. O protesto ocorreu após a categoria alegar falta de recepção por parte da gestão estadual na última segunda-feira (16), resultando em um ato com carro de som no centro do Recife na terça (17).
Durante o período de paralisação, os serviços nas delegacias estão limitados. Os policiais civis mantêm apenas o atendimento a ocorrências de flagrante e casos de violência contra a mulher. Atividades de investigação, expedição de laudos, registros de boletins de ocorrência e diligências externas estão suspensas, com previsão de normalização apenas na quinta-feira (19). O principal pleito é a aprovação da minuta da Lei Orgânica, protocolada em novembro, que busca modernizar a carreira, garantir autonomia funcional e aperfeiçoar os critérios de formação profissional.
Em resposta ao movimento, a Secretaria de Administração (SAD) agendou uma Reunião Extraordinária da Mesa Geral de Negociação Coletiva Permanente para o dia 31 de março. Em nota oficial, o Governo de Pernambuco afirmou que mantém o diálogo com o funcionalismo público e que já havia oficiado o Fórum dos Servidores sobre o cronograma de conversas. O Executivo reiterou que busca construir avanços para todas as categorias de forma transparente e respeitosa.
Servidores estaduais também realizam atos hoje (18)
Além da Polícia Civil, o Fórum dos Servidores de Pernambuco promove mobilizações nesta quarta (18), no Recife e em Petrolina. A categoria reivindica reposição salarial e melhorias no Sassepe, criticando o prazo de negociação do governo devido ao calendário eleitoral.
Comentários